Uma empresa de biotecnologia vegetal firmou parceria com uma cooperativa agrícola para desenvolver um programa de multiplicação de genótipos superiores destinados à produção comercial de mudas. O projeto envolvia espécies frutíferas, florestais e ornamentais selecionadas por apresentarem elevada produtividade, resistência a determinadas doenças e características fenotípicas de interesse econômico. Na primeira fase do trabalho, os pesquisadores observaram que a propagação por sementes não atendia plenamente aos objetivos do programa. Embora permitisse a obtenção de grande número de plantas, havia elevada variabilidade genética entre os descendentes, resultando em diferenças indesejáveis de crescimento, arquitetura da copa, produção de frutos e resposta a condições ambientais. Essas diferenças dificultavam a padronização dos cultivos e comprometiam a previsibilidade dos resultados agronômicos. Diante desse cenário, a equipe passou a avaliar métodos alternativos de multiplicação. Foram discutidas técnicas de propagação vegetativa, cultura de tecidos, uso de reguladores vegetais e processos fisiológicos envolvidos na regeneração de novos indivíduos. Os pesquisadores destacaram que o sucesso dessas metodologias está diretamente relacionado à propriedade celular presente nas células vegetais, responsável por permitir que células aparentemente diferenciadas recuperem sua capacidade de originar todos os tecidos e órgãos necessários para a formação de uma planta completa. Durante uma reunião científica, os especialistas explicaram que essa característica constitui um dos fundamentos da micropropagação, da formação de embriões somáticos e de diversas técnicas modernas de cultura de tecidos utilizadas em laboratórios de melhoramento vegetal. Sem esse atributo, não seria possível regenerar plantas inteiras a partir de pequenos fragmentos vegetais mantidos em condições controladas de cultivo in vitro. Considerando os princípios biológicos que sustentam as técnicas modernas de propagação vegetal, a propriedade celular que permite a regeneração de uma planta completa a partir de células ou tecidos isolados corresponde a
Questão
Uma empresa de biotecnologia vegetal firmou parceria com uma cooperativa agrícola para desenvolver um programa de multiplicação de genótipos superiores destinados à produção comercial de mudas. O projeto envolvia espécies frutíferas, florestais e ornamentais selecionadas por apresentarem elevada produtividade, resistência a determinadas doenças e características fenotípicas de interesse econômico. Na primeira fase do trabalho, os pesquisadores observaram que a propagação por sementes não atendia plenamente aos objetivos do programa. Embora permitisse a obtenção de grande número de plantas, havia elevada variabilidade genética entre os descendentes, resultando em diferenças indesejáveis de crescimento, arquitetura da copa, produção de frutos e resposta a condições ambientais. Essas diferenças dificultavam a padronização dos cultivos e comprometiam a previsibilidade dos resultados agronômicos. Diante desse cenário, a equipe passou a avaliar métodos alternativos de multiplicação. Foram discutidas técnicas de propagação vegetativa, cultura de tecidos, uso de reguladores vegetais e processos fisiológicos envolvidos na regeneração de novos indivíduos. Os pesquisadores destacaram que o sucesso dessas metodologias está diretamente relacionado à propriedade celular presente nas células vegetais, responsável por permitir que células aparentemente diferenciadas recuperem sua capacidade de originar todos os tecidos e órgãos necessários para a formação de uma planta completa. Durante uma reunião científica, os especialistas explicaram que essa característica constitui um dos fundamentos da micropropagação, da formação de embriões somáticos e de diversas técnicas modernas de cultura de tecidos utilizadas em laboratórios de melhoramento vegetal. Sem esse atributo, não seria possível regenerar plantas inteiras a partir de pequenos fragmentos vegetais mantidos em condições controladas de cultivo in vitro.
Considerando os princípios biológicos que sustentam as técnicas modernas de propagação vegetal, a propriedade celular que permite a regeneração de uma planta completa a partir de células ou tecidos isolados corresponde a
Alternativas
A) diferenciação celular permanente
B) dominância apical
C) totipotência celular
D) dormência fisiológica
Explicação
O enunciado descreve a necessidade de multiplicar genótipos superiores mantendo uniformidade, o que é prejudicado pela propagação por sementes (alta variabilidade genética). Por isso, são mencionadas técnicas de propagação vegetativa e cultura de tecidos (micropropagação, embriogênese somática), que dependem da capacidade de um fragmento/célula regenerar uma planta inteira.
A propriedade celular responsável por isso é a totipotência, isto é, a capacidade de uma célula vegetal (mesmo já diferenciada, sob condições adequadas e com reguladores vegetais) retomar divisões e originar todos os tecidos e órgãos, formando um novo indivíduo completo.
Analisando as alternativas:
- A) diferenciação celular permanente: é o oposto do que se deseja; se fosse permanente, não haveria regeneração.
- B) dominância apical: fenômeno hormonal (auxinas) que inibe gemas laterais; não explica regenerar planta inteira a partir de tecido.
- C) totipotência celular: exatamente a base biológica da cultura de tecidos, micropropagação e embriões somáticos.
- D) dormência fisiológica: estado de paralisação do crescimento; não tem relação com regeneração in vitro.
Alternativa correta: (C).