Paciente de 32 anos, sexo masculino, com quadro de dor epigástrica e saciedade precoce, há aproximadamente 9 meses, diário, geralmente pós-alimentar, realizou endoscopia digestiva alta, com achado de úlcera péptica gástrica, com teste de Urease positivo. A biópsia era negativa para neoplasia. Negava uso de anti-inflamatórios e alergia medicamentosa. Fez tratamento de H. pylori com controle de cura com histologia mostrando erradicação, mas persiste com as queixas. Qual das assertivas a seguir relata a melhor conduta para este paciente neste momento?
Questão
Paciente de 32 anos, sexo masculino, com quadro de dor epigástrica e saciedade precoce, há aproximadamente 9 meses, diário, geralmente pós-alimentar, realizou endoscopia digestiva alta, com achado de úlcera péptica gástrica, com teste de Urease positivo. A biópsia era negativa para neoplasia. Negava uso de anti-inflamatórios e alergia medicamentosa. Fez tratamento de H. pylori com controle de cura com histologia mostrando erradicação, mas persiste com as queixas. Qual das assertivas a seguir relata a melhor conduta para este paciente neste momento?
Alternativas
A) Retratamento de H. pylori, por 14 dias, com troca da claritromicina por levofloxacino.
B) Solicitar Phmetria esofágica.
C) Tratar com inibidor de bomba de prótons por 12 semanas.
D) Iniciar antidepressivo tricíclico.
E) Solicitar nova endoscopia digestiva alta em 6 meses.
Explicação
O paciente tem úlcera péptica gástrica documentada em endoscopia e infecção por H. pylori previamente confirmada (teste de urease positivo). Ele foi tratado e houve confirmação de erradicação por histologia. Mesmo assim, mantém sintomas dispépticos.
Neste momento, a conduta deve focar em dois pontos:
- Cicatrização da úlcera gástrica: úlceras gástricas, em geral, exigem tratamento com inibidor de bomba de prótons (IBP) por tempo mais prolongado para cicatrização completa (mais do que o esquema antibiótico de erradicação por si só). Persistência de sintomas após erradicação não significa, automaticamente, falha terapêutica contra H. pylori.
- Evitar condutas desnecessárias/precoces:
- Retratamento de H. pylori (A) só se justifica quando há evidência de falha de erradicação (teste de controle positivo) ou alta suspeita de falso-negativo; aqui a histologia mostrou erradicação.
- pHmetria (B) é para investigação de refluxo refratário/extraesofágico ou correlação sintoma-refluxo, o que não é o foco diante de úlcera gástrica já diagnosticada.
- Antidepressivo tricíclico (D) pode ser opção para dispepsia funcional refratária (modulação visceral), mas após excluir/otimizar causas orgânicas e completar cicatrização com IBP.
- Nova EDA em 6 meses (E) pode ser considerada em úlcera gástrica para documentação de cicatrização e exclusão definitiva de malignidade em cenários selecionados, mas a pergunta pede a melhor conduta agora, e a medida terapêutica imediata mais apropriada é tratar a úlcera com IBP por período adequado.
Assim, a melhor conduta no momento é prolongar/realizar tratamento com IBP por 12 semanas, visando cicatrização da úlcera gástrica e alívio dos sintomas.
Alternativa correta: (C).