Os consuntivos implicam retirada do recurso com perda entre o volume captado e o devolvido ao ambiente, como: (a) abastecimento público (uso “mais nobre”, exigindo tratamento); (b) abastecimento industrial (em processos e serviços auxiliares); (c) irrigação e dessedentação de animais (maior uso no Brasil e no mundo, com requisitos mínimos de qualidade para saúde animal e cultivos). Já os não consuntivos não exigem retirada com perda — por exemplo: recreação e lazer (exigindo alta qualidade sanitária), preservação da fauna e flora (manutenção de condições sem alterações prejudiciais), geração de energia (ênfase na proteção de equipamentos e controle de eutrofização), navegação (menor exigência de qualidade) e diluição de despejos (uso “menos nobre” e de risco) etc. Essa distinção é crucial para o planejamento agrícola e territorial: define prioridades, padrões de qualidade e as tecnologias mais adequadas (como irrigação eficiente). Ao longo do texto, a noção de qualidade aparece como variável-chave em cada uso, interferindo tanto em saúde pública quanto em desempenho produtivo e integridade ecossistêmica. Com base nessa diferenciação, é possível planejar políticas e práticas que equilibrem produção, bem-estar humano e conservação, sobretudo em contextos de escassez hídrica e mudanças climáticas. Assim, identificar corretamente a natureza do uso (consuntivo ou não) e suas implicações de qualidade permite escolhas mais assertivas, evitando conflitos, desperdícios e impactos ambientais indesejados. O uso consuntivo é por meio da
Questão
Os consuntivos implicam retirada do recurso com perda entre o volume captado e o devolvido ao ambiente, como: (a) abastecimento público (uso “mais nobre”, exigindo tratamento); (b) abastecimento industrial (em processos e serviços auxiliares); (c) irrigação e dessedentação de animais (maior uso no Brasil e no mundo, com requisitos mínimos de qualidade para saúde animal e cultivos). Já os não consuntivos não exigem retirada com perda — por exemplo: recreação e lazer (exigindo alta qualidade sanitária), preservação da fauna e flora (manutenção de condições sem alterações prejudiciais), geração de energia (ênfase na proteção de equipamentos e controle de eutrofização), navegação (menor exigência de qualidade) e diluição de despejos (uso “menos nobre” e de risco) etc. Essa distinção é crucial para o planejamento agrícola e territorial: define prioridades, padrões de qualidade e as tecnologias mais adequadas (como irrigação eficiente). Ao longo do texto, a noção de qualidade aparece como variável-chave em cada uso, interferindo tanto em saúde pública quanto em desempenho produtivo e integridade ecossistêmica. Com base nessa diferenciação, é possível planejar políticas e práticas que equilibrem produção, bem-estar humano e conservação, sobretudo em contextos de escassez hídrica e mudanças climáticas. Assim, identificar corretamente a natureza do uso (consuntivo ou não) e suas implicações de qualidade permite escolhas mais assertivas, evitando conflitos, desperdícios e impactos ambientais indesejados.
O uso consuntivo é por meio da
Alternativas
A) Irrigação de culturas agrícolas e dessedentação de animais.
B) Recreação e lazer em balneários naturais.
C) Preservação de fauna e flora aquática.
D) Navegação interior em rios de planície.
Explicação
- O enunciado diferencia:
- Usos consuntivos: implicam retirada de água do corpo hídrico com perda (parte do volume captado não retorna ao ambiente no mesmo local/tempo), como abastecimento, irrigação e dessedentação de animais.
- Usos não consuntivos: em geral não exigem retirada com perda, como recreação e lazer, preservação de fauna e flora e navegação.
- Analisando as alternativas:
- A) Irrigação e dessedentação de animais → o próprio texto cita como uso consuntivo (há captação e consumo/perdas por evapotranspiração e incorporação).
- B) Recreação e lazer → citado como não consuntivo.
- C) Preservação de fauna e flora → citado como não consuntivo.
- D) Navegação → citado como não consuntivo.
Logo, a alternativa que representa uso consuntivo é a A.
Alternativa correta: (A).