As explicações para o autismo e seu conceito já se modificaram muito desde sua descrição inicial, e, atualmente, é reconhecido como TEA, um transtorno do neurodesenvolvimento. É crescente o número de crianças e até mesmo adultos diagnosticados com essa condição. Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, mais possibilidades de tratamentos que melhorem a qualidade de vida e favoreçam a inclusão de pessoas com TEA. No Brasil, estima-se que dois milhões de pessoas possuem esse transtorno. Contudo, ainda é grande a falta de informação por parte da população em geral, assim como de profissionais especializados para lidar com o transtorno, dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Você é psicólogo e atua em uma clínica para atendimento de crianças e adolescentes com TEA. Além de psicólogos, a clínica conta com neurologistas, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. A instituição mantém um site com informações sobre TEA para o público leigo e é comum pais e mães pedirem informações sobre os filhos. Veja o depoimento de uma mãe no fórum do site: "Oi! Me chamo Kátia e tenho uma filha de dois anos e meio, o nome dela é Mariana. Estou muito preocupada, pois ela tem apresentado um comportamento diferente das outras crianças da sua idade. Parece que não gosta de brincar com os amiguinhos, prefere brincar sozinha. Às vezes, ela fica nervosa e se autoagride quando contrariada. Fica no canto chupando o dedo. Eu não consigo entender o que ela quer, pois ela não responde o que eu pergunto. Sua irmã gêmea acaba fazendo e respondendo tudo por ela. Não sei se ela é autista, mas lendo sobre os sintomas, neste e em outros sites, estou ficando com medo. Preciso de ajuda!!!!" Você é um dos profissionais responsáveis por responder às perguntas publicadas no site. Então, considerando o depoimento apresentado: a) Avalie a situação relatada pela mãe no site. b) Quais perguntas faria a essa mãe para melhor entendimento e análise da situação? c) Que respostas daria na tentativa de ajudá-la a compreender o que se passa com a criança?

Questão

As explicações para o autismo e seu conceito já se modificaram muito desde sua descrição inicial, e, atualmente, é reconhecido como TEA, um transtorno do neurodesenvolvimento. É crescente o número de crianças e até mesmo adultos diagnosticados com essa condição. Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, mais possibilidades de tratamentos que melhorem a qualidade de vida e favoreçam a inclusão de pessoas com TEA.

No Brasil, estima-se que dois milhões de pessoas possuem esse transtorno. Contudo, ainda é grande a falta de informação por parte da população em geral, assim como de profissionais especializados para lidar com o transtorno, dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Você é psicólogo e atua em uma clínica para atendimento de crianças e adolescentes com TEA. Além de psicólogos, a clínica conta com neurologistas, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. A instituição mantém um site com informações sobre TEA para o público leigo e é comum pais e mães pedirem informações sobre os filhos.

Veja o depoimento de uma mãe no fórum do site:

"Oi! Me chamo Kátia e tenho uma filha de dois anos e meio, o nome dela é Mariana. Estou muito preocupada, pois ela tem apresentado um comportamento diferente das outras crianças da sua idade. Parece que não gosta de brincar com os amiguinhos, prefere brincar sozinha. Às vezes, ela fica nervosa e se autoagride quando contrariada. Fica no canto chupando o dedo. Eu não consigo entender o que ela quer, pois ela não responde o que eu pergunto. Sua irmã gêmea acaba fazendo e respondendo tudo por ela. Não sei se ela é autista, mas lendo sobre os sintomas, neste e em outros sites, estou ficando com medo. Preciso de ajuda!!!!"

Você é um dos profissionais responsáveis por responder às perguntas publicadas no site. Então, considerando o depoimento apresentado:

a) Avalie a situação relatada pela mãe no site.

b) Quais perguntas faria a essa mãe para melhor entendimento e análise da situação?

c) Que respostas daria na tentativa de ajudá-la a compreender o que se passa com a criança?

Resposta

0

a) Avaliação da situação

Pelo relato, há sinais de alerta para dificuldades no neurodesenvolvimento, especialmente em duas áreas frequentemente investigadas quando há suspeita de TEA: interação social e comunicação, além de comportamentos repetitivos/autorregulação.

  • Interação social: a mãe percebe que Mariana “não gosta de brincar com os amiguinhos” e “prefere brincar sozinha”. Em crianças pequenas, isso pode variar, mas quando é persistente e acompanhado de outros sinais pode indicar dificuldade de engajamento social.
  • Comunicação: “não responde o que eu pergunto” e a irmã gêmea “faz e responde tudo por ela”. Isso pode sugerir atraso/alteração de linguagem, dificuldade de compreensão, dificuldade pragmática (uso social da linguagem) ou até outros fatores (ex.: audição, ansiedade, seletividade social, pouco incentivo à comunicação por mediação constante da irmã).
  • Regulação emocional e comportamento: “fica nervosa e se autoagride quando contrariada”. Autoagressão pode aparecer como forma de comunicação de desconforto/frustração, sensibilidade sensorial, dificuldade de tolerar mudanças, dor/desconforto físico, entre outros.
  • Comportamentos de autoacalmação: “no canto chupando o dedo”. Isso pode ser um comportamento de autorregulação comum na infância, mas precisa ser entendido no contexto (frequência, intensidade, impacto).

Importante: não é possível concluir diagnóstico apenas por um depoimento online. Os sinais descritos justificam uma avaliação presencial e multiprofissional (o que a própria clínica oferece), e também triagem de fatores que podem parecer TEA, como perda auditiva, atraso global do desenvolvimento, transtornos de linguagem, dificuldades emocionais, privação de oportunidades de interação, etc.

b) Perguntas para melhor entendimento e análise

Organizaria as perguntas por blocos, para não sobrecarregar a mãe e para obter dados clinicamente úteis:

  1. História do desenvolvimento (marcos)
  • Com quantos meses ela sentou, engatinhou, andou?
  • Ela balbuciou e falou as primeiras palavras em que idade? Hoje ela fala palavras/frases?
  • Houve algum período em que ela falava/olhava/interagia mais e depois regrediu?
  1. Comunicação (expressiva e receptiva)
  • Quando você chama “Mariana”, ela olha? Responde ao nome?
  • Ela entende comandos simples (ex.: “pega o sapato”, “dá tchau”)?
  • Ela usa gestos para se comunicar (apontar para pedir/mostrar, dar, trazer objetos, acenar)?
  • Ela tenta se comunicar de algum jeito quando quer algo (puxa pela mão, aponta, vocaliza)?
  • Ela repete palavras/frases (ecolalia) ou usa “frases prontas”?
  1. Interação social e brincadeira
  • Ela faz contato visual quando conversa/brinca?
  • Ela busca você para compartilhar interesse (ex.: mostrar um brinquedo, trazer algo para você ver)?
  • Ela brinca de “faz de conta” (comidinha, boneca dormindo, carrinho “fazendo vrum” com historinha)?
  • Como é a interação com a irmã gêmea: ela imita, segue, evita, disputa?
  • Em ambientes diferentes (casa, parque, creche), o comportamento muda?
  1. Comportamentos repetitivos, interesses e rotina
  • Ela tem movimentos repetitivos (balançar, bater mãos, girar objetos, alinhar brinquedos)?
  • Ela se irrita muito com mudanças de rotina?
  • Ela tem interesses muito restritos/intensos (um tema/objeto específico por longos períodos)?
  1. Sensibilidade sensorial
  • Ela se incomoda com sons, luzes, cheiros, texturas de roupas, corte de unha/cabelo?
  • Ela busca estímulos (cheirar objetos, colocar coisas na boca, apertar o corpo, ficar rodando)?
  1. Autoagressão e crises
  • O que acontece antes dela se autoagredir? (negação de algo, barulho, cansaço, fome, frustração)
  • Como é a autoagressão (bater a cabeça, morder, arranhar)? Com que frequência e intensidade?
  • Quanto tempo dura? O que ajuda a acalmar?
  • Já houve machucados importantes?
  1. Saúde e condições associadas
  • Ela já fez avaliação de audição (triagem auditiva, otites recorrentes)?
  • Como é o sono? Alimentação (seletividade alimentar)?
  • Há histórico de convulsões, dores frequentes, constipação, refluxo?
  • Existe histórico familiar de TEA, atraso de linguagem, TDAH, dificuldades de aprendizagem?
  1. Contexto e ambiente
  • Ela frequenta creche/escola? O que os professores observam?
  • Quanto tempo de tela por dia?
  • A irmã costuma “falar por ela” o tempo todo? Vocês já tentaram criar momentos em que Mariana precise pedir/indicar o que quer?

c) Respostas que daria para ajudá-la a compreender o que se passa

Responderia de forma acolhedora, clara e orientada à ação, evitando diagnosticar online:

  1. Validar a preocupação e reduzir culpa/alarme
  • “Kátia, entendo sua preocupação. Você fez algo muito importante: observou sinais e buscou ajuda cedo. Isso aumenta muito as chances de orientar a Mariana da melhor forma.”
  1. Explicar que são sinais de alerta, não diagnóstico
  • “Os comportamentos que você descreveu (preferir brincar sozinha, dificuldade de responder, crises com autoagressão) podem ser sinais compatíveis com TEA, mas também podem ocorrer em outras situações. Por isso, o próximo passo é uma avaliação cuidadosa, presencial.”
  1. Orientar avaliação multiprofissional e o que será investigado
  • “Numa avaliação, nós vamos observar a comunicação, a interação social, a brincadeira, a parte sensorial e a regulação emocional, além de investigar audição e desenvolvimento global. Esse conjunto é que permite entender se é TEA ou outra condição.”
  1. Dar orientações práticas imediatas (até a consulta)
  • Sobre comunicação: “Tente oferecer escolhas simples e visuais (ex.: mostrar ‘água’ e ‘suco’) e esperar alguns segundos para ela responder com olhar, gesto ou som; evite que a irmã responda sempre por ela. Elogie qualquer tentativa de comunicação.”
  • Sobre crises e autoagressão: “Observe padrões: acontece com fome, sono, barulho, frustração? Se possível, antecipe com rotina previsível, transições avisadas (‘daqui a 2 minutos vamos guardar’) e ofereça formas seguras de acalmar (abraço se ela aceitar, cantinho tranquilo, objeto de conforto). Se houver risco de machucar, priorize segurança física e procure atendimento presencial.”
  • Sobre interação/brincadeira: “Faça brincadeiras de turnos curtos e previsíveis (ex.: bola ‘minha vez/sua vez’, bolhas de sabão, carrinho indo e voltando), seguindo o interesse dela e aumentando o tempo de troca aos poucos.”
  • Sobre reduzir barreiras: “Diminuir telas e aumentar oportunidades de brincadeiras presenciais, com adultos mediando, costuma ajudar bastante na observação e no desenvolvimento.”
  1. Incentivar encaminhamentos objetivos
  • “Eu recomendaria agendar uma avaliação na clínica (psicologia + fonoaudiologia e, se necessário, neurologia/psiquiatria infantil) e também checar audição. Com 2 anos e meio, ainda é uma fase excelente para iniciar intervenções se forem indicadas.”
  1. Esclarecer que intervenção não depende de ‘rótulo’
  • “Mesmo antes de fechar um diagnóstico, se identificarmos atrasos ou dificuldades, já é possível começar intervenções focadas em linguagem, comunicação e comportamento — o importante é apoiar o desenvolvimento dela.”
  1. Oferecer continuidade e combinar próximos passos
  • “Se você puder, responda às perguntas acima (principalmente sobre linguagem, resposta ao nome, gestos e situações das crises) e agende uma triagem. Assim conseguimos orientar com mais precisão.”

confidence: 93 slug: tea-sinais-de-alerta-avaliacao-infantil categories: ["Psicologia", "Neurodesenvolvimento", "TEA", "Avaliação Infantil"]}}}】

Alternativa correta: (a).

Explicação

We need format json response with answer/explanation etc. Options empty; provide direct. Must be pt-BR, step-by-step. Also final line alternative not applicable; but instruction says last line declare. We'll adapt: 'Sem alternativas.'

Travou em outra questão? A gente resolve.

Crie sua conta grátis e resolva 3 questões por dia com explicação passo a passo, por texto ou foto.

Questões relacionadas

Ver últimas questões

Comece a estudar de forma inteligente hoje mesmo

Resolva questões de concursos e vestibulares com IA, gere simulados personalizados e domine os conteúdos que mais caem nas provas.

Cancele quando quiser.