Um paciente de 65 anos foi diagnosticado com um câncer de pulmão em estágio avançado. O médico recomendou um tratamento agressivo de quimioterapia, que poderia prolongar a vida do paciente por alguns meses, mas com sérios efeitos colaterais, como queda de cabelo, náuseas intensas e cansaço extremo. Durante a consulta, o paciente expressou o desejo de não seguir o tratamento, alegando que preferiria viver seus últimos meses com qualidade de vida, ao invés de passar por uma quimioterapia debilitante. Seus filhos, no entanto, insistiram que o tratamento deveria ser realizado, pois acreditavam que ele poderia ainda ter uma chance de cura. Diante desse contexto, quais princípios bioéticos estão em conflito na situação descrita?
Questão
Um paciente de 65 anos foi diagnosticado com um câncer de pulmão em estágio avançado. O médico recomendou um tratamento agressivo de quimioterapia, que poderia prolongar a vida do paciente por alguns meses, mas com sérios efeitos colaterais, como queda de cabelo, náuseas intensas e cansaço extremo. Durante a consulta, o paciente expressou o desejo de não seguir o tratamento, alegando que preferiria viver seus últimos meses com qualidade de vida, ao invés de passar por uma quimioterapia debilitante. Seus filhos, no entanto, insistiram que o tratamento deveria ser realizado, pois acreditavam que ele poderia ainda ter uma chance de cura.
Diante desse contexto, quais princípios bioéticos estão em conflito na situação descrita?
Alternativas
Autonomia e beneficência.
Autonomia e justiça.
Beneficência e não maleficência.
Autonomia e paternalismo.
Justiça e beneficência.
Explicação
O caso descreve um paciente capaz e informado que recusa um tratamento (quimioterapia agressiva) porque prioriza qualidade de vida. Isso expressa o princípio da autonomia (direito de decidir sobre o próprio corpo e tratamento).
Por outro lado, os filhos (e, em parte, a própria proposta de “tratamento agressivo” visando prolongar a vida e buscar o melhor desfecho clínico) defendem que ele faça a quimioterapia por entenderem que isso seria o melhor para o paciente, isto é, invocam a beneficência (agir para promover o bem do paciente, como aumentar sobrevida/possível benefício terapêutico).
Assim, o conflito central é entre:
- Autonomia: respeitar a decisão do paciente de não tratar.
- Beneficência: insistir no tratamento por acreditar que trará benefício (prolongar a vida/possível chance terapêutica).
Embora haja também elementos relacionados à não maleficência (efeitos colaterais importantes), a oposição principal explicitada no enunciado é entre a vontade do paciente e a tentativa de promover seu benefício clínico.
Alternativa correta: (A).