92% confiançaObserve os seguintes documentos sobre o artesanato e o bairro do Alto do Moura da cidade de Caruaru: Documento 27 - Artigo eletrônico História do Alto do Moura é contada com a ajuda do artesanato caruaruense Na cidade de Caruaru, o Alto do Moura fica a cerca de 7 km do centro da cidade e é considerado pela Unesco o maior centro de arte figurativa das Américas. Ainda no meio do século XX, a produção do artesanato das famílias do bairro, grande parte descendente da etnia indígena Kariri, foi se transformando em fonte de renda dos moradores, que escoavam a produção na Feira de Caruaru. Já em 1948, a ida de Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, para o bairro traz perspectiva para a comunidade, já que a fama nacional do Mestre contribuiu para facilitar a comercialização das peças. Em 1971, a casa de Vitalino foi transformada num museu onde estão suas principais peças, objetos pessoais e fotografias. Fica também no Alto do Moura a Casa Museu Mestre Galdino, com diversas peças de barro, fotografias e poesias, que mostram a história do artesão, cantador de viola e poeta popular Manuel Galdino de Freitas, natural de São Caetano (PE). Em 1990, a comunidade já contava com mais de 500 artesãos trabalhando diretamente com a cerâmica figurativa. Além do artesanato, que conta a história do barro, o Alto do Moura possui muitos bares e restaurantes de culinária pernambucana. O bairro também é um dos principais pólos do São João de Caruaru, considerado um dos maiores do Brasil. TIPO DE DOCUMENTO: Artigo de jornal online ORIGEM: CRÉDITOS: Brasil de Fato (redação) PALAVRAS-CHAVE: Alto do Moura; artesanato; patrimônio cultural; Caruaru; história local Documento 28 - Com ousadia e novas linguagens, ceramistas renovam a tradicional arte do barro de Caruaru Artigo eletrônico Esta semana, fui até o Alto do Moura, bairro da cidade de Caruaru considerado o maior centro de artes figurativas do continente, para visitar e conhecer o trabalho de três dos ceramistas caruaruenses que vivem da arte que produzem usando o barro: Dona Nicinha Otília, Ratinho e Humberto Botão. Os três artistas vivem num ambiente de tradição, onde a arte é hereditária, passada de geração para geração. Apesar disso, possuem estilos de modelagem e abordagens livres da estética e dos modelos tradicionais. Suas obras são bastante diferentes das imagens que estão caraterizados no imaginário do público quando o assunto é o artesanato de Caruaru e os famosos bonecos do Mestre Vitalino. No Alto do Moura, a maioria dos artistas começou a modelar as suas peças ainda crianças, moldando os seus próprios brinquedos ou retratando cenas e personagens do cotidiano: os carros de boi, os trios de forró, os cangaceiros e diversos personagens do nosso folclore – foi assim, inclusive, que Vitalino começou. Documento 29 - Nicinha começou fazendo seus próprios brinquedos de barro, incentivada pelo pai. Crédito: Géssica Amorim/MZ Conteúdo Documento 30 - Nicinha, entre a tradição e a inovação Com dona Nicinha não foi diferente. As suas primeiras peças foram produzidas quando ela tinha apenas sete anos. Agora, aos 64, ela conta que fazia com o barro os seus brinquedos e que começou a produzir incentivada pelo pai. “A gente começa brincando com o barro, fazendo os nossos brinquedos. Fazendo panelinha, bonequinhos pra brincar. Eu aperreava muito os meu pais pra ter uma boneca igual as que eu via as meninas brincando, mas eles não tinham condição de me dar. Aí meu pai, um dia, pegou um bolo de barro e colocou nas minhas mãos, me mandando engolir o choro e dizendo que, a partir daquele momento, eu tinha uma fábrica nas mãos, pra fazer as minhas bonecas e os meus brinquedos. Foi assim que eu comecei e não parei mais”. A produção de Nicinha se divide entre a arte figurativa, a produção de peças utilitárias e trabalhos mais autorais e contemporâneo, que ela aprendeu no convívio com o Mestre Galdino, ceramista, poeta e precursor da modelagem diferente da tradicional . “Tem a arte figurativa, que foi o Mestre Vitalino que deixou pra gente e eu me orgulho de trabalhar com ela, mas eu gosto, mesmo, é do imaginário. Gosto de criar. Eu sou seguidora de Mestre Galdino, aprendi muita coisa com ele. Foi ele quem me ensinou a ler, inclusive. E eu sempre puxo pra esse lado da imaginação”. Em 2019, Nicinha foi uma das palestrantes do TEDxAltodoMouraED, primeiro evento TEDx do interior de Pernambuco, que homenageou os artistas do Alto do Moura. Durante a palestra, ela falou sobre a organização das mulheres ceramistas do Alto do Moura. “No TEDx, eu falei sobre o Flor do Barro, grupo só de mulheres ceramistas que fundamos aqui. Nós percebemos que no Alto do Moura nós encontramos mais mestres homens. E cadê as mulheres que trabalham tanto, também? Hoje, somos 20 mulheres ceramistas no grupo”, conta. O grupo foi fundado em 2016, com o propósito dar visibilidade ao trabalho das mulheres ceramistas do Alto do Moura e preservar e valorizar a arte e cultura locais. (...) TIPO DE DOCUMENTO: Reportagem CRÉDITOS: Géssica Amorim (texto e reportagem); ceramistas entrevistados (Nicinha Otília, Ratinho, Humberto Botão); fotografia das obras e dos ceramistas por Géssica Amorim / MZ Conteúdo.https://marcozero.org/com-ousadia-e-novas-linguagens-ceramistas-renovam-a-tradicional-arte-do-barro-de-caruaru/ PALAVRAS‑CHAVE: cerâmica, barro, Caruaru, tradição e inovação, arte popular contemporânea, Alto do Moura. Documento 007: Palestra Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Palestra ORIGEM:TEDxTalks. Quando os homens são mestres e as mulheres, artesãs| TEDxTalks. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q2A9707ZXf4>. Acesso em: 17 out. 2025. CRÉDITOS: TED X Talks PALAVRAS-CHAVE: cerâmica, barro, Caruaru, tradição e inovação, arte popular contemporânea, Alto do Moura. A partir dos documentos, escolha uma alternativa:artesanatocultura-populargenero-e-trabalho
78% confiançaConforme Nestor Canclini (2003), costuma haver uma diferenciação entre "arte" e "artesanato", fomentada por uma visão elitista da obra de arte. Analise as afirmações: I) Atribui-se, comumente, uma superioridade a criações mais "requintadas" ou, ainda, feitas por um artista "de renome". Já as realizações de artistas populares – boa parte deles sem conhecimentos formais ou teóricos sobre o mundo das artes e, em certos casos, feitas em séries mais ou menos idênticas – são denominadas, genericamente, "artesanato". II) O artesanato – ou seja, as criações exclusivas ou em série, produzidas manualmente por indivíduos ou grupos geralmente sem formação técnica/acadêmica – são valorizadas, pois são consideradas de alto valor de troca, "pequena expressividade visual" e "ínfima qualidade contemplativa". III) No Brasil, as políticas de valorização dos artesãos e artesãs nas últimas décadas trouxe melhor condição – tanto social quanto de reconhecimento – a quem se dedica a esses ofícios. Logo, assinale a alternativa correta.artesartesanatocultura-e-sociedade