A análise comparativa de projetos de recuperação de matas ciliares em diferentes regiões do Brasil permite identificar fatores determinantes para o sucesso ou o insucesso dessas iniciativas. Os casos do Rio Hermes (RO) e do Projeto Margem Viva (RN) oferecem aprendizados complementares sobre planejamento, execução e resultados. Com base nos estudos de caso apresentados na Aula 2, compare o Projeto Rio Hermes (RO) e o Projeto Margem Viva (RN) e assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre os fatores determinantes do desempenho de cada iniciativa.
Questão
A análise comparativa de projetos de recuperação de matas ciliares em diferentes regiões do Brasil permite identificar fatores determinantes para o sucesso ou o insucesso dessas iniciativas. Os casos do Rio Hermes (RO) e do Projeto Margem Viva (RN) oferecem aprendizados complementares sobre planejamento, execução e resultados.
Com base nos estudos de caso apresentados na Aula 2, compare o Projeto Rio Hermes (RO) e o Projeto Margem Viva (RN) e assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre os fatores determinantes do desempenho de cada iniciativa.
Alternativas
A) O Projeto Margem Viva obteve taxa de sobrevivência superior a 70% com 19 espécies nativas da caatinga, atribuída ao bom planejamento do PRAD, à escolha de espécies adaptadas ao semiárido e ao envolvimento institucional; enquanto o Projeto Rio Hermes teve implementação parcial por baixa adesão dos proprietários, escassez de recursos e ausência de monitoramento pós-plantio.
B) Ambos os projetos atingiram plenamente suas metas de restauração florestal, demonstrando que a simples existência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre órgãos públicos é condição suficiente para garantir o sucesso da recuperação de matas ciliares.
C) O insucesso do Projeto Rio Hermes decorreu exclusivamente da escolha inadequada de espécies nativas, enquanto o Projeto Margem Viva foi bem-sucedido por ter utilizado espécies exóticas adaptadas ao clima semiárido do Rio Grande do Norte.
D) O Projeto Margem Viva foi instituído com o objetivo de restaurar apenas 10 km do Rio Apodi-Mossoró, utilizando espécies da Mata Atlântica que se mostraram inadequadas às condições do semiárido potiguar.
Explicação
Para comparar corretamente os dois estudos de caso (Aula 2), é preciso relacionar resultado obtido (sobrevivência/implantação) com fatores de planejamento e execução.
1) Projeto Margem Viva (RN)
- O projeto é apresentado como uma iniciativa com desempenho positivo, com taxa de sobrevivência acima de 70%.
- Esse resultado é explicado por fatores clássicos de sucesso em restauração no semiárido:
- PRAD bem estruturado (planejamento técnico adequado, definindo métodos e etapas);
- seleção de espécies nativas da Caatinga (19 espécies), portanto adaptadas ao estresse hídrico e às condições locais;
- envolvimento institucional e suporte organizacional, o que sustenta execução e continuidade.
2) Projeto Rio Hermes (RO)
- O caso do Rio Hermes aparece como uma iniciativa com execução aquém do previsto (implementação parcial).
- Os determinantes do desempenho menor não se reduzem a “espécie inadequada”, mas a problemas de governança e implementação:
- baixa adesão dos proprietários (dificulta acesso, manutenção e proteção das mudas);
- escassez/limitação de recursos (financeiros, operacionais, logística);
- ausência de monitoramento pós-plantio, o que compromete reposição de mudas, controle de formigas/competição e correções de manejo.
3) Análise das alternativas
- A sintetiza exatamente essa comparação: Margem Viva com sucesso associado a planejamento/espécies adequadas/institucionalidade, e Rio Hermes com execução parcial por adesão/recursos/monitoramento.
- B é incorreta porque a existência de TAC/arranjo formal não garante cumprimento integral de metas sem adesão, recursos e monitoramento.
- C é incorreta: atribui o insucesso do Rio Hermes exclusivamente à escolha de espécies e ainda afirma uso de exóticas no Margem Viva (contrário ao caso, que enfatiza nativas da Caatinga).
- D é incorreta: traz objetivo e espécies (Mata Atlântica) que não correspondem ao estudo do Margem Viva, que foca adequação ao semiárido.
Alternativa correta: (A).