Brasil Império: A educação dualista pode ser caracterizada como uma educação que privilegia aqueles que detêm o poder econômico encaminhando-os a uma educação intelectual e que inferioriza aqueles que não possuem tal poder, encaminhando-os a uma educação passiva. Efetiva-se, portanto, na oferta da educação de forma diferenciada aos sujeitos. A dualidade no ensino no Período Joanino ainda se fazia presente durante o Império, não apenas porque se tinha escola pública e privada, mas também na forma de educação das mulheres e dos homens, pois:
A educação dualista pode ser caracterizada como uma educação que privilegia aqueles que detêm o poder econômico encaminhando-os a uma educação intelectual e que inferioriza aqueles que não possuem tal poder, encaminhando-os a uma educação passiva. Efetiva-se, portanto, na oferta da educação de forma diferenciada aos sujeitos.
A dualidade no ensino no Período Joanino ainda se fazia presente durante o Império, não apenas porque se tinha escola pública e privada, mas também na forma de educação das mulheres e dos homens, pois:
Tinha restrição do ingresso de meninos no ensino público secundário, apenas os colégios particulares admitiam a frequência de alunos.
Somente os homens maiores de vinte e cinco anos poderiam ingressar no ensino público.
Apenas as mulheres maiores de vinte anos poderiam estudar na escola pública e cursar o que indicavam.
Havia a proibição do ingresso de meninas no ensino público secundário, apenas os colégios particulares admitiam a frequência de alunas.
Apenas um membro da família poderia estudar no ensino público, sendo priorizado o acesso das mulheres.
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A questão define “educação dualista” como uma oferta educacional diferenciada, que privilegia grupos com poder (educação intelectual) e destina aos demais uma formação limitada.
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No Império, essa dualidade não se expressava só entre escola pública e privada, mas também entre homens e mulheres. Historicamente, a escolarização feminina foi mais restrita, especialmente no acesso aos níveis mais altos (secundário), que eram voltados à formação intelectual destinada majoritariamente aos homens.
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Analisando as alternativas:
- (A) Fala em restrição de meninos no secundário público: isso contraria o padrão histórico (os homens tinham mais acesso, não menos).
- (B) e (C) trazem limites etários muito específicos (25 anos; 20 anos) que não caracterizam a dualidade por gênero nesse contexto.
- (E) “apenas um membro da família” e prioridade para mulheres não corresponde ao padrão de exclusão feminina.
- (D) Expressa exatamente a dualidade por gênero: impedimento/restrição de meninas no ensino público secundário, com eventual acesso mais provável via instituições particulares.
Alternativa correta: (D).