Identifica a frase da coluna B cujo constituinte sublinhado não desempenha a função sintática indicada na coluna A.

Questão

Identifica a frase da coluna B cujo constituinte sublinhado não desempenha a função sintática indicada na coluna A.

Alternativas

a) complemento direto

b) complemento indireto

c) complemento oblíquo

d) complemento agente da passiva

e) predicativo do sujeito

78%

f) predicativo do complemento direto

g) modificador (do grupo verbal)

Explicação

Para resolver, é preciso achar em cada linha (a–g) uma frase da coluna B em que o segmento sublinhado não tenha a função indicada.

a) complemento direto

  • (1) Havia muitas pessoas no espetáculo de dança.
    • O verbo haver (no sentido de “existir”) é impessoal e o SN “muitas pessoas” funciona como sujeito posposto (ou, em gramáticas tradicionais, “termo posposto” associado ao verbo impessoal), não como complemento direto. => Aqui há desvio: “muitas pessoas” não é complemento direto.

b) complemento indireto

  • (1) assistiram à sessão → “à sessão” é complemento indireto (assistir a).
  • (2) ofereci flores a quem mais pediu → “a quem…” é complemento indireto.
  • (3) explicou a resolução do problema aos seus alunos → “a resolução…” é complemento direto; “aos alunos” é complemento indireto (logo o sublinhado não é CI).
  • (4) responder a esse e-mail → “a esse e-mail” é CI.
  • (5) entregaram os brinquedos à mãe → “à mãe” é CI. (Existe desvio em (3), mas a pergunta pede identificar a frase cujo sublinhado não desempenha a função; porém, entre as alternativas (a–g), a mais inequivocamente “errada” e clássica é a da linha (e), como se verá.)

c) complemento oblíquo Há vários casos em que o SP é selecionado pelo verbo/adjetivo (sair de, concordar com, estar em, confiar em, lembrar-se de), funcionando como complemento oblíquo; não há um erro tão claro quanto em (e).

d) complemento agente da passiva Em (4) iam caminhando lentamente por uma estrada deserta, o SP “por uma estrada deserta” indica lugar/percurso (adjunto/modificador), não agente da passiva, pois a frase nem está na voz passiva. (Também seria um candidato a desvio.)

e) predicativo do sujeito

  • (1) Os alunos ficaram na sala.
    • Em ficar + SP de lugar, “na sala” indica localização (complemento oblíquo/locativo), e não uma propriedade/estado atribuída ao sujeito.
    • Predicativo do sujeito ocorre tipicamente com atributo/estado: parecia radiante, continuava sonolento etc. Logo, “na sala” em (1) não é predicativo do sujeito.

f) predicativo do complemento direto (1) julgar inteligente; (2) considerar muito simpático; (3) eleger presidente…; (4) achar o Tomás simpático: são casos típicos de predicativo do CD. (5) “moedas…” é CD, não predicativo, mas o sublinhado ali é um SN de objeto; ainda assim, a alternativa que reúne o erro mais direto e canônico pedido é (e).

g) modificador (do grupo verbal) Há modificadores de tempo/modo/frequência em (2), (4), (5). Em (1) “em cima da mesa” é mais argumental do verbo “colocar” (locativo selecionado), mas pode ser analisado como complemento oblíquo; apesar disso, o erro mais consensual em exercícios escolares de funções sintáticas é o de (e1).

Conclusão: a frase que claramente tem constituinte sublinhado que não desempenha a função indicada é a da linha e) (predicativo do sujeito), pois em Os alunos ficaram na sala o sublinhado exprime lugar, não predicativo.

Alternativa correta: (e).

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