Nesse contexto, ganha força uma abordagem que concebe a escola como espaço de experimentação e invenção, em que o currículo deixa de ser um caminho único a ser seguido e passa a ser um campo aberto de possibilidades. Tal abordagem pressupõe que o planejamento educativo se constitua como um exercício de escuta, de abertura ao novo e de criação compartilhada, e que a gestão se oriente mais por princípios ético-estéticos do que por metas e indicadores rígidos. Diante desse cenário, qual alternativa está mais alinhada a uma concepção crítica de gestão educacional e de currículo na contemporaneidade?

Questão

Nesse contexto, ganha força uma abordagem que concebe a escola como espaço de experimentação e invenção, em que o currículo deixa de ser um caminho único a ser seguido e passa a ser um campo aberto de possibilidades. Tal abordagem pressupõe que o planejamento educativo se constitua como um exercício de escuta, de abertura ao novo e de criação compartilhada, e que a gestão se oriente mais por princípios ético-estéticos do que por metas e indicadores rígidos. Diante desse cenário, qual alternativa está mais alinhada a uma concepção crítica de gestão educacional e de currículo na contemporaneidade?

Alternativas

Formular o planejamento escolar com base em parâmetros de desempenho previamente estabelecidos, garantindo a padronização dos resultados e o controle do processo educativo.

Desenvolver uma gestão participativa, que envolva a comunidade escolar na elaboração e reelaboração contínua do currículo, reconhecendo a educação como espaço de construção coletiva de sentidos e subjetividades.

95%

Priorizar a gestão por resultados, com foco em indicadores quantitativos de desempenho, assegurando a accountability das instituições educacionais perante os órgãos reguladores.

Adotar um modelo híbrido de gestão e currículo, que mantenha os conteúdos estruturantes das disciplinas tradicionais, mas com suporte de tecnologias digitais para aumentar a eficácia das aulas.

Explicação

O enunciado defende uma concepção contemporânea e crítica em que:

  • a escola é espaço de experimentação e invenção;
  • o currículo não é trilha única, mas campo aberto de possibilidades;
  • o planejamento é exercício de escuta, abertura ao novo e criação compartilhada;
  • a gestão se orienta por princípios ético-estéticos, e não por metas/indicadores rígidos.

Analisando as alternativas:

  1. Padronização e controle por parâmetros de desempenho pré-estabelecidos reforçam lógica tecnicista/gerencial, contrária à abertura e à invenção.
  2. Gestão participativa com elaboração e reelaboração contínua do currículo, envolvendo a comunidade, corresponde diretamente à ideia de currículo como produção coletiva de sentidos e subjetividades — alinhada à perspectiva crítica.
  3. Foco em resultados e indicadores quantitativos (accountability) retoma a lógica de metas rígidas, explicitamente problematizada no texto.
  4. “Modelo híbrido” com tecnologia para “eficácia” mantém centralidade em conteúdos tradicionais e eficiência; pode inovar no meio, mas não necessariamente na lógica crítica/participativa do currículo e da gestão.

Logo, a alternativa mais alinhada ao cenário proposto é a 2.

Alternativa correta: (B).

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