No prefácio à segunda edição de Crítica da razão pura (1787), Kant formula a famosa metáfora da revolução copernicana na Filosofia que pretende empreender. Assim como Copérnico teria invertido o modelo tradicional de cosmo em que o Sol girava em torno da Terra, mostrando ser a Terra que girava em torno do Sol, do mesmo modo, na relação de conhecimento, não é o sujeito que se orienta pelo objeto (o real), como quis a tradição, mas o objeto que é determinado pelo sujeito. MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. p. 216. O texto revela que Kant

Questão

No prefácio à segunda edição de Crítica da razão pura (1787), Kant formula a famosa metáfora da revolução copernicana na Filosofia que pretende empreender. Assim como Copérnico teria invertido o modelo tradicional de cosmo em que o Sol girava em torno da Terra, mostrando ser a Terra que girava em torno do Sol, do mesmo modo, na relação de conhecimento, não é o sujeito que se orienta pelo objeto (o real), como quis a tradição, mas o objeto que é determinado pelo sujeito.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. p. 216. O texto revela que Kant

Alternativas

A) desenvolve o positivismo, prevendo a primazia do sujeito sobre o objeto estudado.

B) questiona as possibilidades e as limitações humanas na construção do conhecimento.

95%

C) realiza sua própria revolução copernicana, adotando protocolos empiristas.

D) inaugura a fenomenologia ao buscar as causas últimas das coisas.

E) inaugura a vertente niilista de pensamento.

Explicação

Kant, no prefácio da 2ª edição da Crítica da Razão Pura (1787), descreve sua “revolução copernicana” na teoria do conhecimento: em vez de supor que o sujeito (a mente) deve simplesmente se ajustar aos objetos tal como eles seriam “em si”, ele propõe que os objetos da experiência (os fenômenos) são conhecidos conforme as condições a priori do sujeito (formas da sensibilidade e categorias do entendimento).

Com isso, Kant está justamente investigando como o conhecimento é possível (quais são suas condições) e também até onde ele pode ir: conhecemos os objetos enquanto aparecem para nós (fenômenos), mas não alcançamos o “real em si” (númeno) do mesmo modo.

Logo, o texto indica que Kant problematiza as possibilidades e os limites humanos na construção do conhecimento, e não que adota empirismo, positivismo, fenomenologia ou niilismo.

Alternativa correta: (B).

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