Quanto menor for a intervenção do analista, dada a especificidade dessa relação, mais o paciente pode projetar seus próprios pensamentos e sentimentos na figura do analista, com essas projeções certos conflitos psíquicos reprimidos também vem à tona, principalmente aqueles que vem da infância e da relação do paciente com seus pais. Por isso, se em um primeiro momento o paciente pode não confiar em seu analista, como o tempo, o paciente pode vê-lo até mesmo como um ser saído da sua infância ou passado. O que este acontecimento descreve é :

Questão

Quanto menor for a intervenção do analista, dada a especificidade dessa relação, mais o paciente pode projetar seus próprios pensamentos e sentimentos na figura do analista, com essas projeções certos conflitos psíquicos reprimidos também vem à tona, principalmente aqueles que vem da infância e da relação do paciente com seus pais. Por isso, se em um primeiro momento o paciente pode não confiar em seu analista, como o tempo, o paciente pode vê-lo até mesmo como um ser saído da sua infância ou passado. O que este acontecimento descreve é :

Alternativas

Resposta certa

A) A transferência

B) A identificação

C) A projeção

D) A resistência

E) O narcisismo

Explicação

O enunciado descreve uma situação típica da clínica psicanalítica em que, quanto mais “neutra”/pouco interventiva é a postura do analista, mais o paciente tende a deslocar (transferir) para a figura do analista sentimentos, expectativas e modos de relação que originalmente pertencem a figuras importantes do passado, especialmente pais/cuidadores.

Passo a passo:

  1. O texto diz que o paciente “projeta” pensamentos e sentimentos no analista e que, com isso, vêm à tona conflitos reprimidos, sobretudo da infância.
  2. Diz também que, com o tempo, o paciente pode passar a ver o analista “como um ser saído da sua infância ou passado”.
  3. Isso é exatamente a definição de transferência: atualização/reedição, na relação com o analista, de padrões afetivos e relacionais formados em vínculos anteriores (principalmente infantis).

Por que não são as outras alternativas?

  • Identificação: é tomar o outro como modelo e incorporar características; não é o foco do texto.
  • Projeção: mecanismo de atribuir ao outro algo próprio; aparece no texto como elemento, mas o fenômeno clínico central descrito (reviver vínculos infantis com o analista) é a transferência.
  • Resistência: forças que dificultam o acesso a conteúdos inconscientes; pode coexistir (ex.: desconfiança inicial), mas não é o conceito principal.
  • Narcisismo: investimento libidinal no próprio eu; não é o caso.
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