O racismo de origem é evidente e se faz questão que seja evidente. Aparece em todos os momentos. Não importa ao racismo de origem sua cor da pele somente, ser negro é um problema, mas se relacionar com negros também é. Deste modo, analise as afirmativas abaixo: I. No Brasil, onde o preconceito é de origem, a luta do discriminado tende a se confundir com as lutas que envolvem a classe social. II. Muitos negros no Brasil não lutam para conquistar direitos negados aos negros, mas lutam por direitos sociais e, assim, sem perceber, confundem os dois direitos e negam que os negros tiveram seus direitos negados em privilégio dos brancos. III. O branco e o negro no Brasil convivem, se admitem, o preconceito por aqui está disfarçado, não se discrimina explicitamente no Brasil, a etiqueta não permite. Seus pares irão achar estranho que fale sobre cor na presença de um negro. O racismo de marca é camuflado. Aparece somente nos momentos de conflito. Aparece da forma mais cruel. IV. Ser negro, no racismo de marca, é o problema. Quanto mais negro se é, mais racismo sofrerá. Já o branco e o negro nos Estados Unidos não se admitem, não convivem, não dialogam, sendo um racismo explícito, na etiqueta por lá é normal se desprezar alguém pela cor da pele. Assinale a alternativa correta:

Questão

O racismo de origem é evidente e se faz questão que seja evidente. Aparece em todos os momentos. Não importa ao racismo de origem sua cor da pele somente, ser negro é um problema, mas se relacionar com negros também é.

Deste modo, analise as afirmativas abaixo:

I. No Brasil, onde o preconceito é de origem, a luta do discriminado tende a se confundir com as lutas que envolvem a classe social.

II. Muitos negros no Brasil não lutam para conquistar direitos negados aos negros, mas lutam por direitos sociais e, assim, sem perceber, confundem os dois direitos e negam que os negros tiveram seus direitos negados em privilégio dos brancos.

III. O branco e o negro no Brasil convivem, se admitem, o preconceito por aqui está disfarçado, não se discrimina explicitamente no Brasil, a etiqueta não permite. Seus pares irão achar estranho que fale sobre cor na presença de um negro. O racismo de marca é camuflado. Aparece somente nos momentos de conflito. Aparece da forma mais cruel.

IV. Ser negro, no racismo de marca, é o problema. Quanto mais negro se é, mais racismo sofrerá. Já o branco e o negro nos Estados Unidos não se admitem, não convivem, não dialogam, sendo um racismo explícito, na etiqueta por lá é normal se desprezar alguém pela cor da pele.

Assinale a alternativa correta:

Alternativas

a. I, II, III e IV estão corretas.

b. Apenas II, III e IV estão corretas.

c. Apenas II é correta.

d. Apenas I e III estão corretas.

86%

e. Apenas I e IV estão corretas.

Explicação

A questão trata da distinção clássica entre racismo de origem (associado, de modo geral, ao caso dos EUA, em que a discriminação se ancora na “origem/ascendência” e na regra de pertencimento ao grupo racial) e racismo de marca (associado ao caso brasileiro, em que a discriminação se relaciona mais à “marca” visível, como fenótipo/traços e gradações de cor, além de operar muitas vezes de forma velada).

Analisando as afirmativas:

I. Correta. No Brasil, onde predomina a lógica do racismo de marca, é comum a experiência do discriminado se articular e, muitas vezes, se confundir com desigualdades de classe (trabalho, renda, moradia, escolaridade), porque a discriminação racial se expressa fortemente nas oportunidades sociais.

II. Incorreta. A frase generaliza indevidamente (“muitos negros... sem perceber... negam...”), e ainda cria uma conclusão como se a luta por direitos sociais implicasse necessariamente negar o racismo ou a negação de direitos raciais. Na análise sociológica, pode haver articulação entre lutas (racial e social), mas não se pode afirmar corretamente essa “negação” como regra, nem como consequência automática.

III. Correta. A descrição do Brasil como um contexto em que o preconceito tende a ser disfarçado/velado (evitando-se explicitar a discriminação por regras informais de “etiqueta” e cordialidade) é compatível com a ideia de racismo que se camufla e aparece com força em situações de tensão, competição ou conflito.

IV. Incorreta. Ela inverte/embaralha os conceitos ao associar “ser negro” como problema ao racismo de marca (até aqui pode haver relação com a gradação fenotípica), porém descreve os EUA com estereótipos absolutos (“não convivem, não dialogam”, “é normal se desprezar alguém”), e sobretudo traz uma caracterização normativa de “etiqueta” que não é um critério conceitual adequado. Além disso, o ponto central do racismo de origem é a classificação por pertencimento/origem, não simplesmente uma “etiqueta de desprezo” como algo socialmente normal.

Portanto, apenas as afirmativas I e III estão corretas.

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