Analise o caso de manejo de ordenha: "ma propriedade leiteira com 80 vacas em lactação apresenta elevados índices de mastite clínica e subclínica. Durante a avaliação do manejo, observou-se que não existe uma sequência específica para a ordenha dos animais, sendo ordenhadas conforme chegam ao estábulo. O teste da caneca de fundo escuro é realizado esporadicamente, apenas quando há suspeita visual de alteração no leite. Para controlar a disseminação de mastite contagiosa durante a ordenha, qual deve ser a sequência correta dos animais na linha de ordenha?"

Questão

Analise o caso de manejo de ordenha:

"ma propriedade leiteira com 80 vacas em lactação apresenta elevados índices de mastite clínica e subclínica. Durante a avaliação do manejo, observou-se que não existe uma sequência específica para a ordenha dos animais, sendo ordenhadas conforme chegam ao estábulo. O teste da caneca de fundo escuro é realizado esporadicamente, apenas quando há suspeita visual de alteração no leite.

Para controlar a disseminação de mastite contagiosa durante a ordenha, qual deve ser a sequência correta dos animais na linha de ordenha?"

Alternativas

A) Vacas mais velhas, vacas jovens, vacas com mastite subclínica, vacas com mastite clínica.

B) Vacas com maior produção, vacas com menor produção, vacas secas, vacas com mastite.

C) Vacas primíparas sem mastite, vacas pluríparas sadias, vacas curadas, vacas com mastite subclínica, vacas com mastite clínica.

92%

D) Qualquer sequência, desde que seja mantida constante.

Explicação

Para reduzir a disseminação de mastite contagiosa na ordenha, a lógica é sempre ordenhar primeiro os animais com menor risco de estarem infectados e por último os que representam maior fonte de patógenos (principalmente Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae), evitando levar microrganismos via teteiras/mãos/panos para vacas sadias.

Passo a passo do raciocínio:

  1. Primíparas sem mastite tendem a ter menor histórico de exposição e menor chance de infecção crônica → devem ser ordenhadas primeiro.
  2. Pluríparas sadias vêm em seguida, pois embora saudáveis, tiveram mais tempo de exposição no rebanho.
  3. Vacas curadas (ou recém-tratadas/recuperadas) entram depois das sadias: ainda podem ter maior risco de recidiva ou eliminação residual de patógenos.
  4. Mastite subclínica deve ser ordenhada perto do final, pois pode eliminar agentes sem alterações visíveis no leite, sendo importante não misturá-las com o grupo sadio.
  5. Mastite clínica deve ser sempre a última (ou idealmente em linha/conjunto separado), por ser o maior risco de contaminação durante o processo.

Essa ordem minimiza a chance de que equipamentos e rotina de ordenha levem agentes contagiosos dos animais infectados para os não infectados.

Alternativa correta: (C).

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