A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:
Questão
A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
A) É preciso que descubram-se maneiras de prevenir as consequências nocivas do uso da inteligência artificial.
B) Tem discutido-se a necessidade de preparar os estudantes para um uso adequado da inteligência artificial.
C) Nos mais diferentes tipos de trabalho, se espera que a inteligência artificial seja usada de forma responsável.
D) Nunca se escreveu tanto sobre os diferentes aspectos da utilização de ferramentas de inteligência artificial.
E) Na área da saúde mental, atualmente questiona-se o uso da inteligência artificial como substituta de psicólogos.
Explicação
Analisando a colocação pronominal (posição do pronome “se”) segundo a norma-padrão:
A) “É preciso que descubram-se maneiras...”
Há palavra atrativa antes do verbo (“que”), então a tendência normativa é próclise: que se descubram maneiras. Logo, a frase está fora do padrão esperado.
B) “Tem discutido-se a necessidade...”
Em locuções verbais com particípio (“tem discutido”), o pronome não deve ficar depois do particípio. O adequado é Tem-se discutido a necessidade... Portanto, incorreta.
C) “..., se espera que...”
Aqui não há palavra obrigatoriamente atrativa antes do verbo “espera” (o termo “Nos mais diferentes tipos de trabalho” é adjunto adverbial anteposto, o que até pode favorecer próclise, mas não a torna inadequada). Porém, o maior problema é que a questão pede a alternativa em conformidade inequívoca; esta é discutível por variação de preferência estilística. (Não é a melhor resposta.)
D) “Nunca se escreveu tanto...”
A palavra “nunca” é fator de atração, exigindo próclise: nunca se escreveu. Está plenamente de acordo com a norma-padrão. Correta.
E) “..., atualmente questiona-se o uso...”
O advérbio “atualmente” pode favorecer próclise quando anteposto ao verbo (atualmente se questiona), mas, do jeito que está, não há fator atrativo obrigatório imediatamente antes do verbo. Ainda assim, não é a opção mais segura porque a prova normalmente busca o caso clássico e indiscutível (como “nunca”).
Logo, a alternativa correta é a D.