Assinale a alternativa correta.
Questão
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
a. Nenhuma das anteriores.
b. O ideal para diferenciar se uma norma é de direito público ou privado é escolher e analisar a situação apenas por um dos 4 critérios principais (do interesse, do sujeito, da subordinação e o critério formal).
c. O ideal para diferenciar se uma norma é de direito público ou privado é saber mais sobre o jurista que analisará o caso, sendo que ele pode ter sua preferência entre público ou privado.
d. Todas as anteriores.
e. O ideal para diferenciar se uma norma é de direito público ou privado é combinar os 4 critérios principais (do interesse, do sujeito, da subordinação e o critério formal).
Explicação
Para distinguir se uma norma pertence ao direito público ou ao direito privado, a doutrina costuma apresentar alguns critérios clássicos:
- Critério do interesse (ou finalidade): verifica se a norma tutela predominantemente um interesse coletivo/geral (tendendo ao público) ou individual (tendendo ao privado).
- Critério do sujeito (ou das partes): observa quem participa da relação jurídica; quando há atuação típica do Estado (especialmente com prerrogativas), tende ao público.
- Critério da subordinação (ou poder de império): se há hierarquia e poder de comando (imperatividade do Estado), tende ao público; se há coordenação entre as partes, tende ao privado.
- Critério formal (ou da norma/regime jurídico): considera o regime jurídico aplicado (por exemplo, presença de normas cogentes, indisponibilidade do interesse, prerrogativas e restrições típicas do direito público etc.).
Como esses critérios não são infalíveis isoladamente e podem apontar para direções diferentes em casos concretos (há zonas mistas, como em temas de intervenção estatal na economia, contratos administrativos, direito do consumidor etc.), a alternativa mais adequada é combinar os critérios, em vez de escolher apenas um.
Analisando as opções:
- (b) está incorreta porque não é ideal decidir “apenas por um” critério.
- (c) está incorreta: não depende da “preferência” do jurista, mas de fundamentação técnica.
- (d) não pode ser, pois (b) e (c) são falsas.
- Logo, a correta é a (e).