Os fumantes devem ser avaliados quanto ao risco de DPOC e de câncer de pulmão. Quais os critérios para rastreamento do câncer de pulmão no Brasil?
Questão
Os fumantes devem ser avaliados quanto ao risco de DPOC e de câncer de pulmão. Quais os critérios para rastreamento do câncer de pulmão no Brasil?
Alternativas
a) Idade > 50, fumante ou ex-fumante (cessou há menos de 15 anos) e carga tabágica > 20 anos maço.
b) Idade > 40, fumante ou ex-fumante (cessou há menos de 15 anos) e carga tabágica > 20 anos maço.
c) Idade > 50, fumante ou ex-fumante (cessou há menos de 20 anos) e carga tabágica > 20 anos maço.
d) Idade > 50, fumante ou ex-fumante (cessou há menos de 10 anos) e carga tabágica > 20 anos maço.
e) Idade > 40, fumante ou ex-fumante (cessou há menos de 15 anos) e carga tabágica > 20 anos maço.
Explicação
Para rastreamento de câncer de pulmão, o critério de elegibilidade adotado de forma mais cobrada em provas no Brasil segue o modelo baseado em evidências (semelhante ao usado em grandes estudos e diretrizes internacionais), priorizando indivíduos de maior risco para que o benefício (redução de mortalidade com TC de baixa dose) supere os riscos (falsos-positivos, radiação, procedimentos invasivos desnecessários).
Os elementos clássicos do critério são:
- Idade: faixa a partir de aproximadamente 50 anos (muitos protocolos usam 50–80 ou 55–80; em provas nacionais é frequente aparecer “> 50 anos”).
- Tabagismo atual ou prévio: fumante ou ex-fumante.
- Tempo desde cessação: se ex-fumante, ter parado há menos de 15 anos.
- Carga tabágica: ≥ 20 anos-maço.
Analisando as alternativas:
- (a) reúne exatamente esses três pilares: idade > 50, ex-fumante com cessação < 15 anos, e carga > 20 anos-maço.
- (b) e (e) colocam idade > 40, o que amplia demais para rastreamento de rotina e não é o critério usual.
- (c) usa cessação < 20 anos (menos utilizado; o corte clássico é 15 anos).
- (d) usa cessação < 10 anos (restritivo demais).
Alternativa correta: (a).