Uma equipe de segurança do transporte de uma empresa avalia o comportamento das tensões que aparecem em duas cordas, 1 e 2, usadas para prender uma carga de massa M = 200 kg na carroceria, conforme a ilustração. Quando o caminhão parte do repouso, sua aceleração é constante e igual a 3 m/s² e, quando ele é freado bruscamente, sua frenagem é constante e igual a 5 m/s². Em ambas as situações, a carga encontra-se na iminência de movimento, e o sentido do movimento do caminhão está indicado na figura. O coeficiente de atrito estático entre a caixa e o assoalho da carroceria é igual a 0,2. Considere a aceleração da gravidade igual a 10 m/s², as tensões iniciais nas cordas iguais a zero e as duas cordas ideais.

Questão

Uma equipe de segurança do transporte de uma empresa avalia o comportamento das tensões que aparecem em duas cordas, 1 e 2, usadas para prender uma carga de massa M = 200 kg na carroceria, conforme a ilustração. Quando o caminhão parte do repouso, sua aceleração é constante e igual a 3 m/s² e, quando ele é freado bruscamente, sua frenagem é constante e igual a 5 m/s². Em ambas as situações, a carga encontra-se na iminência de movimento, e o sentido do movimento do caminhão está indicado na figura. O coeficiente de atrito estático entre a caixa e o assoalho da carroceria é igual a 0,2. Considere a aceleração da gravidade igual a 10 m/s², as tensões iniciais nas cordas iguais a zero e as duas cordas ideais.

Imagem 1

Diagrama (vista lateral):

+-------------------------------------------+
| [parede esquerda]   1      M      2   [parede direita] |
|                                           |
+-------------------------------------------+
               ^
               | direção do movimento (v) ->

Legenda: caixa de massa M (=200 kg) presa por duas cordas horizontais: corda 1 à esquerda e corda 2 à direita; seta indicativa do movimento do caminhão para a direita.

Alternativas

a) aceleração: T1 = 0 e T2 = 200; frenagem: T1 = 600 e T2 = 0.

b) aceleração: T1 = 0 e T2 = 200; frenagem: T1 = 1 400 e T2 = 0.

c) aceleração: T1 = 0 e T2 = 600; frenagem: T1 = 600 e T2 = 0.

94%

d) aceleração: T1 = 560 e T2 = 0; frenagem: T1 = 0 e T2 = 960.

e) aceleração: T1 = 640 e T2 = 0; frenagem: T1 = 0 e T2 = 1 040.

Explicação

Dados: M=200kgM=200\,\text{kg}, μs=0,2\mu_s=0{,}2, g=10m/s2g=10\,\text{m/s}^2.

  1. Força máxima de atrito estático A normal é N=Mg=20010=2000NN=Mg=200\cdot 10=2000\,\text{N}. Logo, o atrito estático máximo é fs,max=μsN=0,22000=400N.f_{s,\max}=\mu_s N=0{,}2\cdot 2000=400\,\text{N}.

As cordas são horizontais e ideais. As tensões “iniciais” são zero, mas nas situações descritas (iminência de movimento) as cordas podem tracionar para evitar o deslizamento.

  1. Caminhão acelerando para a direita (a=3m/s2a=3\,\text{m/s}^2) No referencial do solo, para a caixa acompanhar o caminhão, ela precisa de aceleração aa para a direita, então a resultante horizontal na caixa deve ser Fres=Ma=2003=600N(para a direita).F_{\text{res}} = Ma = 200\cdot 3 = 600\,\text{N} \quad (\text{para a direita}). A tendência relativa (no referencial do caminhão) é a caixa “ficar para trás”, isto é, escorregar para a esquerda. Para impedir isso, as forças que podem puxar a caixa para a direita são: atrito (para a direita, no limite 400N400\,\text{N}) e a corda da direita (corda 2), que puxa a caixa para a direita. Na iminência de movimento, fs=fs,max=400Nf_s = f_{s,\max}=400\,\text{N}. Assim, fs+T2=600400+T2=600T2=200N.f_s + T_2 = 600 \Rightarrow 400 + T_2 = 600 \Rightarrow T_2 = 200\,\text{N}. A corda 1 (esquerda) puxaria para a esquerda, o que não ajuda a obter resultante para a direita; portanto fica frouxa: T1=0T_1=0. Resultado na aceleração: T1=0T_1=0 e T2=200NT_2=200\,\text{N}.

  2. Caminhão freando bruscamente (aceleração para a esquerda de módulo 5m/s25\,\text{m/s}^2) Durante a frenagem, a aceleração do caminhão é para a esquerda: a=5m/s2a=5\,\text{m/s}^2 (sentido oposto ao movimento). Para a caixa acompanhar o caminhão, a resultante horizontal precisa ser Fres=Ma=2005=1000N(para a esquerda).F_{\text{res}} = Ma = 200\cdot 5 = 1000\,\text{N} \quad (\text{para a esquerda}). A tendência relativa (no caminhão) é a caixa “ir para frente”, isto é, escorregar para a direita. Para impedir, o atrito atua para a esquerda (no limite 400N400\,\text{N}) e a corda da esquerda (corda 1) puxa a caixa para a esquerda. Na iminência de movimento, fs=400Nf_s=400\,\text{N}. Então T1+fs=1000T1+400=1000T1=600N.T_1 + f_s = 1000 \Rightarrow T_1 + 400 = 1000 \Rightarrow T_1 = 600\,\text{N}. A corda 2 puxaria para a direita (não ajuda a obter resultante para a esquerda), então fica frouxa: T2=0T_2=0. Resultado na frenagem: T1=600NT_1=600\,\text{N} e T2=0T_2=0.

Comparando com as alternativas:

  • Aceleração: T1=0T_1=0 e T2=200T_2=200.
  • Frenagem: T1=600T_1=600 e T2=0T_2=0.

Alternativa correta: (c).

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