A relação entre corrupção e ética nos obriga a pensar na relação entre o público e o privado. As esferas do público e do privado, além de terem um critério objetivo de definição em leis e em princípios da administração pública, também abrangem a noção de interesse público (bem comum) e interesse privado (particular). No Ocidente, a distinção entre público e privado está prevista em normas e princípios jurídicos, porém, se na teoria pode parecer mais simples separar essas dimensões, na prática, elas estão imbricadas. Mediante esse contexto, essa distinção que se aplica às leis e normas, não deixa de ter importância, pois permite

Questão

A relação entre corrupção e ética nos obriga a pensar na relação entre o público e o privado. As esferas do público e do privado, além de terem um critério objetivo de definição em leis e em princípios da administração pública, também abrangem a noção de interesse público (bem comum) e interesse privado (particular). No Ocidente, a distinção entre público e privado está prevista em normas e princípios jurídicos, porém, se na teoria pode parecer mais simples separar essas dimensões, na prática, elas estão imbricadas. Mediante esse contexto, essa distinção que se aplica às leis e normas, não deixa de ter importância, pois permite

Alternativas

A) Isolar o agente público do privado.

B) identificar a ação colaborativa dos agentes públicos para o bem comum.

C) a distinção entre corrupção ativa ou passiva.

D) identificar a ação corrompida dos agentes que exercem a função pública.

90%

E) apresentar as relações existentes entre o agente e o seu poder.

Explicação

O texto destaca que, embora na prática as esferas pública e privada estejam “imbricadas”, a distinção entre elas continua importante porque ajuda a compreender e julgar condutas a partir de critérios como interesse público (bem comum) versus interesse privado (particular), além de leis e princípios da administração pública.

Nesse sentido, a utilidade central dessa distinção é permitir reconhecer quando um agente que exerce função pública (isto é, alguém submetido a deveres específicos, como legalidade, impessoalidade, moralidade etc.) age orientado por interesses privados, desviando-se do bem comum — o que caracteriza uma prática antiética e pode configurar corrupção.

Analisando as alternativas:

  • A) “Isolar o agente público do privado” é absoluto e não é o foco do texto (que diz que na prática há imbricação, não isolamento).
  • B) fala em “ação colaborativa” para o bem comum, mas o trecho enfatiza mais a distinção como critério para avaliar desvios e conflitos entre interesses.
  • C) trata de classificação jurídica (corrupção ativa/passiva), que não é o ponto do trecho.
  • D) corresponde diretamente ao sentido: a distinção ajuda a identificar ações corrompidas de agentes públicos, quando misturam indevidamente o privado com o público.
  • E) é vaga (“relações entre o agente e o seu poder”) e não explicita o critério público/privado ligado à ética/corrupção.

Logo, a melhor conclusão é a alternativa D.

Alternativa correta: (D).

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