Seu José é um paciente com DPOC sintomático e pouco exacerbador, que faz uso de LABA+LAMA em dispositivo em pó, mas a filha comenta em consulta que o pai não vem conseguindo puxar o medicamento todo por falta de força e fôlego. O que podemos fazer nessa situação?
Questão
Seu José é um paciente com DPOC sintomático e pouco exacerbador, que faz uso de LABA+LAMA em dispositivo em pó, mas a filha comenta em consulta que o pai não vem conseguindo puxar o medicamento todo por falta de força e fôlego. O que podemos fazer nessa situação?
Alternativas
a) Nada, pois infelizmente não temos como melhorar esse tratamento em pacientes graves.
b) Tentar ensinar outra forma de uso do medicamento e passar comprimidos.
c) A troca do medicamento não fará diferença, porque o paciente é grave e sintomático.
d) Trocar o dispositivo para líquido ou comprimidos se o paciente conseguir engolir.
e) Devemos fazer a troca de dispositivo em pó para spray ou névoa e, se necessário, usar com espaçador.
Explicação
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O problema descrito não é falta de eficácia farmacológica do esquema (LABA+LAMA), e sim limitação técnica para usar o dispositivo em pó (DPI): ele exige fluxo inspiratório adequado para “puxar” o pó.
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Em pacientes com DPOC que não conseguem gerar fluxo inspiratório suficiente, a conduta é ajustar o sistema de entrega do broncodilatador, escolhendo um dispositivo que dependa menos do fluxo inspiratório do paciente (ex.: spray pressurizado pMDI) e/ou facilitando a técnica com espaçador. Dispositivos de névoa (SMI) também podem ser alternativa.
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Portanto, a melhor intervenção é trocar de dispositivo (pó → spray/névoa) e, se houver dificuldade de coordenação, associar espaçador para melhorar deposição pulmonar e reduzir erro de técnica.
Alternativa correta: (e).