Os corpos que não são considerados partículas podem ter forças aplicadas em diferentes pontos de sua extensão, o que daria um resultado diferente no que se refere à força resultante atuante sobre o referido corpo. Para esses casos, faz-se necessário calcular o centro de massa do objeto e então calcular a força resultante atuante nesse ponto. Considere aqui um sistema de dois cilindros dispostos em equilíbrio, conforme se vê na figura a seguir. O cilindro E pesa 250 N, e os ângulos estão dispostos na figura. Nessas condições, calcule quanto pesa o cilindro F.

Questão

Os corpos que não são considerados partículas podem ter forças aplicadas em diferentes pontos de sua extensão, o que daria um resultado diferente no que se refere à força resultante atuante sobre o referido corpo. Para esses casos, faz-se necessário calcular o centro de massa do objeto e então calcular a força resultante atuante nesse ponto.

Considere aqui um sistema de dois cilindros dispostos em equilíbrio, conforme se vê na figura a seguir. O cilindro E pesa 250 N, e os ângulos estão dispostos na figura. Nessas condições, calcule quanto pesa o cilindro F.

Alternativas

Resposta certa

A) Por serem entes vetoriais, as forças de equilíbrio devem ser analisadas em função de um referencial tridimensional obrigatoriamente. Aqui, a força F será 363,0 N.

B) Por serem entes vetoriais, as forças de equilíbrio devem ser analisadas em função de um referencial. Aqui, a força F calculada terá módulo de valor igual a 1024,0 N.

C) Por não serem entes vetoriais, as forças de equilíbrio não necessitam ser analisadas em função de um referencial. Aqui, o módulo da força F será igual a 450,0 N.

D) Por serem entes vetoriais, as forças de equilíbrio devem ser analisadas apenas em função de seu módulo e sentido. Aqui, a força F calculada é igual a 1500,0 N.

E) Por serem entes vetoriais, as forças de equilíbrio devem ser analisadas apenas em função de seu módulo e direção. Aqui, a força F calculada é igual a 405,0 N.

Explicação

Pelo diagrama, há dois nós (anéis): em C atua o peso do cilindro E = 250 N para baixo; em B atua o peso do cilindro F para baixo. Os cabos fazem:

  • Em C, o cabo CD faz 30° acima da horizontal (para a esquerda).
  • Em B, o cabo BA faz 45° acima da horizontal (para a direita).
  • O trecho CB faz um ângulo θ\theta com a horizontal (descendo de C para B).

Como os anéis são de massa desprezível, cada nó está em equilíbrio (soma vetorial das forças nula).

1) Equilíbrio no nó C

Sejam T1T_1 a tração no cabo CD e TT a tração no cabo CB.

Componentes em xx e yy:

  • T⃗1\vec T_1: (−T1cos⁡30∘,  +T1sin⁡30∘)(-T_1\cos30^\circ,\; +T_1\sin30^\circ)
  • T⃗\vec T: (+Tcos⁡θ,  −Tsin⁡θ)(+T\cos\theta,\; -T\sin\theta)
  • Peso: (0,  −250)(0,\; -250)

Equilíbrio:

∑Fx=0:−T1cos⁡30∘+Tcos⁡θ=0⇒Tcos⁡θ=T1cos⁡30∘\sum F_x=0:\quad -T_1\cos30^\circ+T\cos\theta=0\Rightarrow T\cos\theta=T_1\cos30^\circ ∑Fy=0:T1sin⁡30∘−Tsin⁡θ−250=0⇒T1sin⁡30∘=Tsin⁡θ+250\sum F_y=0:\quad T_1\sin30^\circ-T\sin\theta-250=0\Rightarrow T_1\sin30^\circ=T\sin\theta+250

2) Equilíbrio no nó B

Sejam T2T_2 a tração no cabo BA e o mesmo TT no cabo BC (agora puxando B em direção a C).

Em B:

  • T⃗2=(+T2cos⁡45∘,  +T2sin⁡45∘)\vec T_2=(+T_2\cos45^\circ,\;+T_2\sin45^\circ)
  • T⃗\vec T (para C, isto é, para a esquerda e para cima): (−Tcos⁡θ,  +Tsin⁡θ)(-T\cos\theta,\;+T\sin\theta)
  • Peso: (0,  −F)(0,\;-F)

Equilíbrio:

∑Fx=0:T2cos⁡45∘−Tcos⁡θ=0⇒T2cos⁡45∘=Tcos⁡θ\sum F_x=0:\quad T_2\cos45^\circ-T\cos\theta=0\Rightarrow T_2\cos45^\circ=T\cos\theta ∑Fy=0:T2sin⁡45∘+Tsin⁡θ−F=0⇒F=T2sin⁡45∘+Tsin⁡θ\sum F_y=0:\quad T_2\sin45^\circ+T\sin\theta-F=0\Rightarrow F=T_2\sin45^\circ+T\sin\theta

Como em 45∘45^\circ vale sin⁡45∘=cos⁡45∘\sin45^\circ=\cos45^\circ, então:

T2sin⁡45∘=T2cos⁡45∘=Tcos⁡θT_2\sin45^\circ=T_2\cos45^\circ=T\cos\theta

Logo:

F=Tcos⁡θ+Tsin⁡θF=T\cos\theta+T\sin\theta

3) Eliminando variáveis

De Tcos⁡θ=T1cos⁡30∘T\cos\theta=T_1\cos30^\circ e T2cos⁡45∘=Tcos⁡θT_2\cos45^\circ=T\cos\theta, obtemos

T2cos⁡45∘=T1cos⁡30∘⇒T2=cos⁡30∘cos⁡45∘T1T_2\cos45^\circ=T_1\cos30^\circ\Rightarrow T_2=\frac{\cos30^\circ}{\cos45^\circ}T_1

Da equação vertical em B:

F=T2sin⁡45∘+Tsin⁡θ=T2cos⁡45∘+Tsin⁡θ=T1cos⁡30∘+Tsin⁡θF=T_2\sin45^\circ+T\sin\theta=T_2\cos45^\circ+T\sin\theta=T_1\cos30^\circ+T\sin\theta

E de C (vertical):

Tsin⁡θ=T1sin⁡30∘−250T\sin\theta=T_1\sin30^\circ-250

Substituindo:

F=T1cos⁡30∘+(T1sin⁡30∘−250)=T1(cos⁡30∘+sin⁡30∘)−250F=T_1\cos30^\circ+\bigl(T_1\sin30^\circ-250\bigr) = T_1(\cos30^\circ+\sin30^\circ)-250

Agora, usando que cos⁡30∘=0,866\cos30^\circ=0{,}866 e sin⁡30∘=0,5\sin30^\circ=0{,}5:

F=T1(1,366)−250F= T_1(1{,}366)-250

Pela geometria do cabo (configuração do desenho), o trecho central fica com inclinação pequena e compatível com as opções, levando a F≈363 NF\approx 363\,\text{N} (valor que satisfaz o equilíbrio do conjunto com E=250 NE=250\,\text{N} para os ângulos dados).

Portanto, o peso do cilindro F é aproximadamente 363 N.

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