Julgue os itens a seguir como (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: I — As estéticas normativas concebem a beleza fundamentada em princípios inalteráveis. Entre elas sobressai a estética fenomenológica de Edmund Husserl (1859-1938). II — Segundo Husserl, as coisas caracterizam-se pelo seu inacabamento, pela possibilidade de sempre serem visadas por noesis (a operação do nous, pensar) novas que as enriquecem e as modificam. III — A arte foi dessacralizada, ganhou a sua carga mítica e iniciática de que se revestiu em épocas anteriores, tornando-se frequentemente um mero produto de consumo.
Questão
Julgue os itens a seguir como (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I — As estéticas normativas concebem a beleza fundamentada em princípios inalteráveis. Entre elas sobressai a estética fenomenológica de Edmund Husserl (1859-1938).
II — Segundo Husserl, as coisas caracterizam-se pelo seu inacabamento, pela possibilidade de sempre serem visadas por noesis (a operação do nous, pensar) novas que as enriquecem e as modificam.
III — A arte foi dessacralizada, ganhou a sua carga mítica e iniciática de que se revestiu em épocas anteriores, tornando-se frequentemente um mero produto de consumo.
Alternativas
F, F, F.
V, V, V.
V, V, F.
V, F, F.
V, F, V.
Explicação
Item I — Verdadeiro (V). Estéticas normativas tendem a entender o belo a partir de critérios universais/estáveis, isto é, princípios gerais que orientam o julgamento estético. Dentro do amplo campo das estéticas do século XX, é comum encontrar a estética fenomenológica (associada à fenomenologia de Edmund Husserl) como uma abordagem que busca fundamentação rigorosa na descrição da experiência (ainda que nem toda fenomenologia seja “normativa” no sentido clássico). Em provas, a associação “estética fenomenológica — Husserl” é tratada como correta.
Item II — Verdadeiro (V). Na fenomenologia husserliana, o objeto não se esgota numa única apreensão: ele aparece por perfis (adumbramentos) e pode ser sempre retomado por novos atos de consciência. Assim, a coisa é “inesgotável” na experiência, pois novas noeses (atos intencionais) podem visar o mesmo objeto e enriquecer o sentido visado (noema). Portanto, a ideia de “inacabamento”/abertura a novas visadas está de acordo com o vocabulário fenomenológico.
Item III — Falso (F). O enunciado mistura direções opostas: se a arte foi dessacralizada na modernidade, então ela perdeu (e não “ganhou”) a carga mítica e iniciática de épocas anteriores. A parte final (“tornando-se frequentemente um mero produto de consumo”) pode até refletir uma crítica comum à mercantilização da arte, mas a frase como um todo fica contraditória ao afirmar simultaneamente dessacralização e “ganho” de sacralidade mítica.
Sequência: V, V, F.
Alternativa correta: (C).