Filosofia: Eles abriram as portas de uma análise filosófica da questão religiosa nos moldes das abordagens atuais, ou seja, esses filósofos já explicitaram os pilares da crítica a certos aspectos contraditórios de uma fé ingênua: o antropomorfismo e uma compreensão não dialética do mal já eram obstáculos perigosos para uma fé libertadora. Depois, não faltaram pensadores de peso na tradição filosófica ocidental que fizeram dessa temática um objeto importante de suas pesquisas. Esta asserção é feita na unidade um do material de apoio de Filosofia da Religião, na página nove, sobre o tema do mal. E é mencionado dois filósofos clássicos que iniciaram a critica ao antropomorfismo da religiosidade grega. Quais são estes filósofos?
Eles abriram as portas de uma análise filosófica da questão religiosa nos moldes das abordagens atuais, ou seja, esses filósofos já explicitaram os pilares da crítica a certos aspectos contraditórios de uma fé ingênua: o antropomorfismo e uma compreensão não dialética do mal já eram obstáculos perigosos para uma fé libertadora. Depois, não faltaram pensadores de peso na tradição filosófica ocidental que fizeram dessa temática um objeto importante de suas pesquisas. Esta asserção é feita na unidade um do material de apoio de Filosofia da Religião, na página nove, sobre o tema do mal. E é mencionado dois filósofos clássicos que iniciaram a critica ao antropomorfismo da religiosidade grega. Quais são estes filósofos?
a) Heráclito e Parmênides.
b) Demócrito e Zenão.
c) Tales de Mileto e Górgia.
d) Platão e Aristótes.
e) Xenófones e Epicuro.
Vamos identificar quais “filósofos clássicos” são tradicionalmente apontados como iniciadores da crítica ao antropomorfismo da religiosidade grega (isto é, à ideia de deuses com forma, paixões e vícios humanos).
- Crítica ao antropomorfismo na Grécia
- Xenófanes de Colofão (séc. VI–V a.C.) é o nome mais clássico ligado diretamente a essa crítica. Ele ironiza a projeção humana sobre os deuses (por exemplo, ao dizer que, se bois e cavalos pudessem pintar, pintariam deuses parecidos com bois e cavalos) e critica a atribuição de comportamentos moralmente reprováveis aos deuses homéricos.
- Crítica posterior à religiosidade tradicional e aos deuses “humanizados”
- Epicuro (séc. IV–III a.C.) também entra fortemente nessa tradição crítica ao senso religioso ingênuo: rejeita o medo dos deuses e a superstição, sustentando que os deuses (se existem) não são como os da religião popular e não interferem no mundo para punir/recompensar humanos. Essa linha desmonta a imagem antropomórfica e moralizante dos deuses que alimenta o medo.
- Conferindo as alternativas
- (a) Heráclito e Parmênides: não são os nomes clássicos “de abertura” dessa crítica ao antropomorfismo.
- (b) Demócrito e Zenão: também não é o par típico.
- (c) Tales e Górgias: não.
- (d) Platão e Aristóteles: fazem críticas e reelaborações teológicas, mas não são geralmente citados como os iniciadores diretos dessa crítica ao antropomorfismo da religiosidade grega.
- (e) Xenófanes e Epicuro: corresponde exatamente à linha clássica de crítica ao antropomorfismo e à fé ingênua.
Alternativa correta: (e).