Lígia mantinha uma ação na sua carteira que comprou há oito meses e, desde então, só deu prejuízo. Seu consultor, com base em uma expectativa de lucro trimestral anunciada que não se concretizou, sugeriu que ela vendesse sua posição pela mudança do fundamento. Lígia, porém, se recusa a vender nesse cenário, dizendo: “estou lendo alguns posts e prefiro esperar, uma hora ela volta a subir”. Essa postura revela um comportamento típico de investidores que:
Questão
Lígia mantinha uma ação na sua carteira que comprou há oito meses e, desde então, só deu prejuízo. Seu consultor, com base em uma expectativa de lucro trimestral anunciada que não se concretizou, sugeriu que ela vendesse sua posição pela mudança do fundamento. Lígia, porém, se recusa a vender nesse cenário, dizendo: “estou lendo alguns posts e prefiro esperar, uma hora ela volta a subir”. Essa postura revela um comportamento típico de investidores que:
Resposta
92%Esse comportamento é típico do efeito disposição (associado à aversão à perda): investidores que relutam em realizar prejuízos, “seguram” ativos perdedores esperando “voltar ao preço de compra”, mesmo após mudança de fundamento, e tendem a vender mais facilmente os ativos com ganho.
Explicação
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A ação está há 8 meses com desempenho ruim e houve mudança de fundamento (a expectativa de lucro trimestral anunciada não se concretizou), o que justificaria reavaliar a tese e eventualmente vender.
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Apesar disso, Lígia se recusa a vender e usa a justificativa: “uma hora ela volta a subir”. Esse padrão indica resistência em aceitar e materializar a perda (realizar o prejuízo), preferindo manter a posição para evitar a sensação de arrependimento/derrota.
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Em Finanças Comportamentais, isso é descrito como efeito disposição: tendência de manter ativos que estão dando prejuízo por mais tempo do que o racional, esperando “empatar”, comportamento fortemente ligado à aversão à perda (as perdas “doem” mais do que ganhos equivalentes geram prazer).
Alternativa correta: (sem alternativas fornecidas).