Considerando que Ricardo é um investidor com perfil moderado, que sua carteira rendeu 15% no último ano (Ibovespa 12%, CDI 10%), apresentou volatilidade de 30% e índice de Sharpe de 0,17, e que o especialista recomenda ajustes estratégicos para melhorar a eficiência da carteira e reduzir riscos, qual seria a sugestão?

Questão

Considerando que Ricardo é um investidor com perfil moderado, que sua carteira rendeu 15% no último ano (Ibovespa 12%, CDI 10%), apresentou volatilidade de 30% e índice de Sharpe de 0,17, e que o especialista recomenda ajustes estratégicos para melhorar a eficiência da carteira e reduzir riscos, qual seria a sugestão?

Alternativas

A

manter a carteira atual, já que o retorno obtido está acima dos principais benchmarks, aproveitando o bom desempenho das ações mais voláteis em sua carteira.

B

aumentar consideravelmente a exposição em ativos de renda fixa atrelados ao CDI, reduzindo drasticamente a participação em ações para diminuir a sua volatilidade rapidamente.

C

migrar totalmente para fundos de investimentos imobiliários devido à menor volatilidade em comparação com ações, aceitando retornos menores em troca de menor volatilidade.

D
Resposta certa

rebalancear a carteira, substituindo ações muito voláteis por fundos de investimento em ações que apresentam consistentemente índices de Sharpe superiores e menor volatilidade.

Explicação

Vamos interpretar os dados sob a ótica de um perfil moderado e do objetivo explícito: melhorar a eficiência (retorno ajustado ao risco) e reduzir riscos.

  1. Retorno absoluto vs. risco
  • A carteira rendeu 15%, acima do Ibovespa (12%) e do CDI (10%). Isso é positivo.
  • Porém, a volatilidade de 30% é muito alta para um investidor moderado (risco elevado).
  1. Eficiência: Índice de Sharpe muito baixo
  • O Sharpe = 0,17 indica que o retorno “por unidade de risco” foi fraco: a carteira até rendeu bem, mas com risco grande demais para o ganho adicional.
  • Como o enunciado pede “ajustes estratégicos para melhorar a eficiência e reduzir riscos”, faz sentido reduzir risco sem necessariamente abrir mão de renda variável, mas trocando exposição ineficiente (ações muito voláteis) por exposição mais eficiente (produtos/estratégias com Sharpe historicamente melhor e volatilidade menor).
  1. Análise das alternativas
  • (A) Manter tudo: ignora o problema central (volatilidade alta e Sharpe baixo). Não atende ao pedido de “reduzir riscos e melhorar eficiência”.
  • (B) Migrar “consideravelmente” para CDI e “drasticamente” reduzir ações: pode reduzir volatilidade, mas é muito extremo e não necessariamente é a melhor forma de aumentar eficiência para um moderado (pode sacrificar retorno esperado e diversificação em RV).
  • (C) Migrar totalmente para FIIs: também é concentração/estratégia extrema e não é garantido que FIIs tenham menor risco em todos os cenários; além disso, “migrar totalmente” contraria a ideia de diversificação e perfil moderado.
  • (D) Rebalancear substituindo ações muito voláteis por fundos de ações com Sharpe superior e menor volatilidade: é exatamente o ajuste de otimização do retorno ajustado ao risco (melhora Sharpe) e redução de volatilidade, preservando exposição à renda variável de forma mais eficiente — alinhado ao perfil moderado.

Conclusão: a recomendação mais coerente é rebalancear para reduzir a parcela mais ineficiente do risco (ações muito voláteis) e buscar renda variável com melhor relação risco/retorno (Sharpe maior) e menor volatilidade.

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