Carlos efetuou a portabilidade de seus investimentos para uma nova corretora e, durante o primeiro encontro com o especialista em investimentos, percebeu que sua carteira atual não está alinhada ao seu perfil conservador. Ela é muito exposta a ações, e títulos privados de baixa liquidez, como debêntures de small caps e CRIs/CRAs. Ele também não tem reservas de liquidez imediata para emergências. Para rebalancear e adequar sua carteira ao seu perfil, o especialista deve recomendar:

Questão

Carlos efetuou a portabilidade de seus investimentos para uma nova corretora e, durante o primeiro encontro com o especialista em investimentos, percebeu que sua carteira atual não está alinhada ao seu perfil conservador. Ela é muito exposta a ações, e títulos privados de baixa liquidez, como debêntures de small caps e CRIs/CRAs. Ele também não tem reservas de liquidez imediata para emergências. Para rebalancear e adequar sua carteira ao seu perfil, o especialista deve recomendar:

Alternativas

A

manter a exposição a ações devido ao potencial de rentabilidade, mas incluir alguns ativos líquidos como fundos DI, reduzindo parcialmente os ativos privados de baixa liquidez.

B
Resposta certa

priorizar ativos como Tesouro Selic para reserva de emergência, buscar mais ativos de renda fixa protegidos pelo FGC e substituir parte das ações por fundos conservadores alinhados ao seu perfil.

C

investir prioritariamente em títulos privados de renda fixa com vencimentos mais longos para buscar maior rentabilidade, reduzindo lentamente a exposição em ações.

D

realocar debêntures e CRIs/CRAs para fundos imobiliários devido à maior previsibilidade de rendimentos, mantendo a atual exposição em ações para não perder potenciais ganhos futuros.

Explicação

Como Carlos tem perfil conservador, a carteira descrita está inadequada por três motivos centrais:

  1. Excesso de risco (ações): ações tendem a apresentar maior volatilidade e possibilidade de perdas no curto/médio prazo, o que geralmente não é compatível com um investidor conservador.

  2. Baixa liquidez e maior risco de crédito/estrutura em títulos privados específicos: debêntures de small caps e CRIs/CRAs podem ter baixa liquidez (dificuldade de vender antes do vencimento sem perda) e riscos relevantes (crédito, estrutura, mercado), tornando a carteira pouco apropriada para alguém que precisa de estabilidade.

  3. Ausência de reserva de emergência: um conservador deve ter liquidez imediata para imprevistos, normalmente em instrumentos com baixo risco e alta liquidez (ex.: Tesouro Selic e/ou fundos de liquidez diária bem conservadores).

Analisando as alternativas:

  • (A) Ainda sugere “manter a exposição a ações devido ao potencial de rentabilidade”, o que não resolve adequadamente o desalinhamento com o perfil conservador (redução deveria ser mais clara) e não endereça com força a necessidade de reserva de emergência.

  • (B) É a recomendação mais coerente:

    • Tesouro Selic para reserva de emergência (baixo risco de mercado relativo para curto prazo e alta liquidez);
    • renda fixa com proteção do FGC (ex.: CDB/LCI/LCA dentro dos limites) para reduzir risco de crédito em comparação a certos emissores/estruturas e adequar ao perfil;
    • substituir parte das ações por fundos conservadores (reduz volatilidade e readequação ao perfil).
  • (C) Priorizar vencimentos mais longos “para maior rentabilidade” aumenta risco de marcação a mercado e reduz liquidez, indo na contramão do conservador (e não cria reserva imediata).

  • (D) Trocar para FIIs não é necessariamente reduzir risco (FIIs também oscilam e têm riscos próprios) e mantém a exposição a ações, continuando desalinhado ao perfil.

Portanto, a alternativa correta é a que reconstrói a base de liquidez (reserva de emergência) e reduz risco e iliquidez, alinhando a carteira a um perfil conservador.

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