No século XVIII, o filósofo Emanuel Kant formulou as hipóteses de seu idealismo transcendental. Segundo Kant, todo conhecimento logicamente válido inicia-se pela experiência, mas é construído internamente por meio das formas a priori da sensibilidade (espaço e tempo) e pelas categorias lógicas do entendimento. Dessa maneira, para Kant, não é o objeto que possui uma verdade a ser conhecida pelo sujeito cognoscente, mas sim o sujeito que, ao conhecer o objeto, nele inscreve suas próprias coordenadas sensíveis e intelectuais. De acordo com a filosofia kantiana, pode-se afirmar que:

Questão

No século XVIII, o filósofo Emanuel Kant formulou as hipóteses de seu idealismo transcendental. Segundo Kant, todo conhecimento logicamente válido inicia-se pela experiência, mas é construído internamente por meio das formas a priori da sensibilidade (espaço e tempo) e pelas categorias lógicas do entendimento. Dessa maneira, para Kant, não é o objeto que possui uma verdade a ser conhecida pelo sujeito cognoscente, mas sim o sujeito que, ao conhecer o objeto, nele inscreve suas próprias coordenadas sensíveis e intelectuais. De acordo com a filosofia kantiana, pode-se afirmar que:

Alternativas

A) A mente humana é como uma “tabula rasa”, uma folha em branco que recebe todos os seus conteúdos da experiência.

B) Os conhecimentos são revelados por Deus para os homens.

C) Todos os conhecimentos são inatos, não dependendo da experiência.

D) Para Kant, o centro do processo de conhecimento é o sujeito, não o objeto.

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Explicação

Para Kant, embora todo conhecimento comece com a experiência, ele não derive todo da experiência. Isso porque o sujeito possui estruturas a priori (anteriores à experiência) que tornam possível organizar e compreender o que é dado pelos sentidos.

  • Sensibilidade: organiza as intuições por meio das formas a priori espaço e tempo.
  • Entendimento: unifica e pensa o dado sensível por meio das categorias (conceitos puros, como causalidade, substância, etc.).

Assim, o que conhecemos (os fenômenos) é o resultado da interação entre:

  1. aquilo que é fornecido pela experiência sensível, e
  2. as formas e categorias que o sujeito aplica para dar estrutura e inteligibilidade ao conteúdo.

Isso caracteriza a chamada “revolução copernicana” de Kant: não é o conhecimento que deve se ajustar ao objeto como ele seria “em si”, mas o objeto enquanto conhecido aparece conforme as condições de possibilidade do conhecimento presentes no sujeito. Portanto, a alternativa correta é a que afirma que o centro do processo do conhecimento é o sujeito.

Analisando as opções:

  • A é empirista (associada a Locke) e contraria a existência de elementos a priori.
  • B é uma tese teológica de revelação, não kantiana.
  • C é inatismo radical (próximo de certos racionalismos), mas Kant não diz que todo conhecimento é inato; ele distingue entre o que vem da experiência e as formas/categorias a priori.
  • D expressa corretamente o ponto central do idealismo transcendental.

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