(FCC/2021) De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021: "A taxa de letalidade policial entre negros é de 4,2 vítimas a cada 100 mil, já entre brancos ela é de 1,5 a cada 100 mil, o que equivale a dizer que a taxa de letalidade policial entre negros é 2,8 vezes superior à taxa entre brancos". (Disponível em: http://forumseguranca.org.br) Os dados citados acima expressam
Questão
(FCC/2021) De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021: "A taxa de letalidade policial entre negros é de 4,2 vítimas a cada 100 mil, já entre brancos ela é de 1,5 a cada 100 mil, o que equivale a dizer que a taxa de letalidade policial entre negros é 2,8 vezes superior à taxa entre brancos". (Disponível em: http://forumseguranca.org.br) Os dados citados acima expressam
Alternativas
O exercício da soberania diante do poder e da capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer, com a eliminação dos corpos negros, tidos como descartáveis pelos agentes de repressão estatal.
A reação ao sensacionalismo midiático, que conduz à sensação de impunidade diante dos crimes patrimoniais, praticados primordialmente pela população negra, pobre e periférica, o que conduz à maior repressão estatal e a abusos.
O racismo estrutural por retirar dos jovens negros, pobres e periféricos as oportunidades de emprego, reduzindo-os às práticas delitivas como única forma de sobrevivência, o que gera confrontos com a polícia e aumento dos índices de letalidade.
A necessidade de imediata atuação do sistema de justiça criminal para avaliar a necessidade de aplicação de sanções criminais previstas em lei como forma de contenção das penas de morte que ocorrem diariamente à margem da lei.
A ausência de soberania pela incapacidade de eliminação ou ao menos da contenção da descartabilidade dos corpos negros apesar dos compromissos assumidos na eliminação de todas as formas de discriminação e preconceito.
Explicação
Os dados indicam uma letalidade policial desproporcional contra pessoas negras (4,2 por 100 mil) em comparação a pessoas brancas (1,5 por 100 mil), isto é, cerca de 2,8 vezes maior. Essa assimetria expressa a ideia de que o Estado, por meio de seus agentes, exerce um poder soberano de decidir sobre a vida e a morte (“quem pode viver e quem deve morrer”), operando de forma seletiva e atingindo sobretudo corpos negros, socialmente tratados como mais “descartáveis”. Entre as alternativas, a única que traduz diretamente essa leitura (associada ao debate sobre soberania/biopoder/necropolítica e seletividade racial da violência estatal) é a alternativa que menciona o poder de ditar quem vive e quem morre com eliminação de corpos negros.