Língua Portuguesa: Em uma folha de papel, uma criança escreveu: “João ontem Pedro perseguiu”. Avaliando essa estrutura, é correto afirmar que:
Em uma folha de papel, uma criança escreveu: “João ontem Pedro perseguiu”. Avaliando essa estrutura, é correto afirmar que:
a) Há linguagem, pois se entende o que está escrito no texto, mas não há língua.
b) Há língua, pois se entende a organização da construção, mas não há linguagem.
c) Não há língua nem linguagem, pois não existe uma organização da estrutura frasal.
d) Não há linguagem, pois não se entende o sentido do texto, mas há língua.
e) Existe comunicação, mas sem a estrutura linguística necessária.
A frase produzida pela criança (“João ontem Pedro perseguiu”) é compreensível, isto é, conseguimos recuperar uma intenção de sentido provável: algo como “João perseguiu Pedro ontem”. Portanto, há linguagem (há produção de sentido/comunicação).
Contudo, a estrutura apresentada não segue a organização gramatical convencional do português-padrão (ordem típica dos termos, marcações e construção esperada para esse enunciado). Em provas, isso costuma ser interpretado como ausência de língua no sentido de “sistema normativo/convencional compartilhado (gramática)”, ainda que haja intenção comunicativa.
Assim, entende-se o sentido global (linguagem), mas a frase não está adequada às regras do sistema (língua).
Alternativa correta: (a).