Desigualdade de Gênero: A campanha publicitária “Nova Masculinidade” (2019), do Governo do Estado da Bahia configura-se como uma das políticas de enfrentamento à desigualdade de gênero. Esse tipo de ação passou a ser desenvolvido no Brasil a partir de conquistas dos movimentos feministas, que, gradativamente, têm possibilitado à mulher ocupar novos espaços, alcançar direitos e conquistar respeito, embora a violência contra a mulher continue existindo, o que tem sido um dos maiores desafios a ser enfrentado nas políticas de gênero. Texto adaptado do artigo O DISCURSO SOBRE MASCULINIDADE TÓXICA EM UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA GOVERNAMENTAL de Fábio Araújo Oliveira e Nádia de Jesus Santos. Baseado nos Estudos desenvolvidos na Disciplina, responda: O que configura uma masculinidade como tóxica?
A campanha publicitária “Nova Masculinidade” (2019), do Governo do Estado da Bahia configura-se como uma das políticas de enfrentamento à desigualdade de gênero. Esse tipo de ação passou a ser desenvolvido no Brasil a partir de conquistas dos movimentos feministas, que, gradativamente, têm possibilitado à mulher ocupar novos espaços, alcançar direitos e conquistar respeito, embora a violência contra a mulher continue existindo, o que tem sido um dos maiores desafios a ser enfrentado nas políticas de gênero.
Texto adaptado do artigo O DISCURSO SOBRE MASCULINIDADE TÓXICA EM UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA GOVERNAMENTAL de Fábio Araújo Oliveira e Nádia de Jesus Santos.
Baseado nos Estudos desenvolvidos na Disciplina, responda:
O que configura uma masculinidade como tóxica?
Uma masculinidade é considerada “tóxica” quando o modelo de ser homem é construído e valorizado a partir de normas rígidas e hierárquicas de gênero (machistas), que associam a identidade masculina ao domínio, à agressividade e ao controle, gerando prejuízos tanto para as mulheres quanto para os próprios homens.
Passo a passo (características centrais):
- Rígida imposição de papéis de gênero: define que “homem de verdade” deve agir de um único modo (forte, dominante, provedor), desqualificando outras formas de masculinidade.
- Valorização da violência e do controle: naturaliza atitudes de intimidação, ciúme possessivo, coerção e uso da força como meios legítimos de resolver conflitos ou “afirmar respeito”.
- Sexismo e misoginia: reforça a superioridade masculina e a subordinação do feminino, sustentando práticas discriminatórias e a tolerância social à violência contra mulheres.
- Repressão emocional: incentiva a negar vulnerabilidades (“homem não chora”), dificultando comunicação, autocuidado e busca de ajuda.
- Homofobia e policiamento do masculino: pune homens que fogem do padrão (sensíveis, não competitivos, não heterossexuais), usando humilhação e violência simbólica/física.
- Impactos sociais: contribui para desigualdade de gênero e pode favorecer assédio, agressões e outras formas de violência; ao mesmo tempo, aumenta sofrimento psíquico, comportamentos de risco e relações pouco saudáveis entre os próprios homens.
Em síntese, o “tóxico” não é o fato de ser homem, mas um padrão cultural de masculinidade que se afirma pela dominação, pela negação de emoções e pela desvalorização do feminino, produzindo danos e perpetuando a desigualdade de gênero.
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