Filipe, 32 anos, é um investidor de perfil arrojado que visa construir patrimônio para o longo prazo. Em uma conversa com João, especialista em investimentos, disse que pretende diversificar parte do portfólio em commodities, em busca de proteção em cenários de volatilidade e inflação elevadas. Ele perguntou ao especialista se, dado o cenário econômico, é melhor adquirir ouro físico ou investir em um ETF que acompanha o preço internacional do ouro. João esclarece que:

Questão

Filipe, 32 anos, é um investidor de perfil arrojado que visa construir patrimônio para o longo prazo. Em uma conversa com João, especialista em investimentos, disse que pretende diversificar parte do portfólio em commodities, em busca de proteção em cenários de volatilidade e inflação elevadas. Ele perguntou ao especialista se, dado o cenário econômico, é melhor adquirir ouro físico ou investir em um ETF que acompanha o preço internacional do ouro. João esclarece que:

Alternativas

( _ ) a aquisição de ouro físico permite a Filipe negociar o ativo com facilidade, visto que é aceito no mercado e não envolve riscos operacionais relevantes.

( _ ) o ETF de ouro pode oferecer a Filipe maior praticidade operacional, liquidez e menor custo de custódia, sendo uma alternativa eficiente do ponto de vista financeiro.

92%

( _ ) investir diretamente em ouro físico é mais adequado para Filipe, já que sua intenção é diversificar entre diferentes commodities de forma prática e segura.

( _ ) tanto o ouro físico quanto o ETF oferecem liquidez semelhante e não expõem Filipe a riscos significativos relacionados a custódia ou intermediação.

Explicação

Para decidir entre ouro físico e ETF de ouro, o ponto central é comparar operacionalidade, liquidez, custos e riscos.

  1. Ouro físico
  • Custódia e segurança: exige guarda (cofre, empresa de custódia, banco), o que traz custo de custódia/seguro e risco operacional (roubo, perda, falsificação, logística e verificação de autenticidade).
  • Liquidez e “facilidade de negociar”: apesar de existir mercado, a venda costuma envolver spreads (diferença entre preço de compra e venda), necessidade de avaliação do metal e, em geral, é menos prática do que negociar um ativo em bolsa. Logo, é incorreto dizer que não envolve riscos operacionais relevantes e que a negociação é “com facilidade” como regra.
  1. ETF que acompanha o ouro (preço internacional)
  • Praticidade: compra e venda em bolsa como uma ação, sem logística de armazenamento.
  • Liquidez: normalmente alta (dependendo do ETF), permitindo entrar e sair com mais agilidade.
  • Custos: tende a ter menor custo de custódia direta para o investidor (embora exista taxa de administração do ETF), e elimina gastos típicos de guarda/seguro do ouro físico. Assim, para um investidor buscando exposição ao ouro como proteção e diversificação com eficiência operacional, o ETF costuma ser a alternativa mais prática e frequentemente mais eficiente em custos.
  1. Análise das alternativas
  • 1ª: falsa, porque ouro físico pode ter riscos operacionais relevantes (custódia, segurança, autenticidade) e não é necessariamente “fácil” de negociar.
  • 2ª: verdadeira, pois destaca praticidade, liquidez e menor custo de custódia, alinhado ao funcionamento típico de ETFs.
  • 3ª: falsa, porque ouro físico não é a forma mais prática para diversificar; ETFs/fundos costumam ser mais práticos.
  • 4ª: falsa, porque não oferecem liquidez semelhante e riscos/custos distintos (custódia no físico; intermediação/mercado e taxa no ETF).

Alternativa correta: (B).

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