Maria Clara, 19 anos, estudante, previamente hígida, comparece a consulta com queixa de febre, tosse, expectoração amarelada, dor torácica ventilatório dependente em tórax D há 4 dias. Ao exame, FR 16 ipm, FC 80 bpm, T 39ºC, PA= 110x70mmHg. O Rx de tórax revela uma consolidação segmentar no lobo superior esquerdo, hemograma com leucocitose e creatinina 0,8 mg/dL. Com base no diagnóstico de pneumonia, o agente etiológico mais provável e a conduta a ser realizada é:

Questão

Maria Clara, 19 anos, estudante, previamente hígida, comparece a consulta com queixa de febre, tosse, expectoração amarelada, dor torácica ventilatório dependente em tórax D há 4 dias. Ao exame, FR 16 ipm, FC 80 bpm, T 39ºC, PA= 110x70mmHg. O Rx de tórax revela uma consolidação segmentar no lobo superior esquerdo, hemograma com leucocitose e creatinina 0,8 mg/dL. Com base no diagnóstico de pneumonia, o agente etiológico mais provável e a conduta a ser realizada é:

Alternativas

A) S.aureus, oxacilina e internação hospitalar.

B) Pneumococo, beta-lactâmico em regime ambulatorial.

92%

C) Legionella, macrolídeo e internação hospitalar.

D) S. pneumoniae, quinolona respiratória e internação hospitalar.

E) M. catarrhalis, azitromicina por 10 dias em regime ambulatorial

Explicação

  1. Quadro clínico e gravidade
  • Mulher de 19 anos, previamente hígida, com febre alta, tosse com expectoração amarelada e dor pleurítica há 4 dias.
  • Sinais vitais sem instabilidade: FR 16 ipm, FC 80 bpm, PA 110x70 mmHg, sem critérios de gravidade aparentes; creatinina normal (0,8 mg/dL).
  • Rx: consolidação segmentar (padrão típico de pneumonia bacteriana “típica”, frequentemente lobar/segmentar).
  1. Agente etiológico mais provável
  • Em pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em adulto jovem previamente saudável, com consolidação lobar/segmentar e expectoração purulenta, o agente mais provável é o Streptococcus pneumoniae (pneumococo).
  • Outras alternativas do enunciado ficam menos prováveis:
    • S. aureus: mais associado a pós-influenza, doença mais grave, cavitações/abscessos, ou fatores de risco.
    • Legionella: costuma cursar com achados sistêmicos e/ou laboratoriais sugestivos (p.ex., hiponatremia), e frequentemente maior gravidade/necessidade de internação.
    • M. catarrhalis: mais comum em exacerbações de DPOC/idosos, não é o agente “mais provável” em jovem hígida.
  1. Conduta (local de tratamento e antibiótico)
  • Pela ausência de critérios de gravidade (sem taquipneia, hipotensão, confusão, disfunção renal, etc.), a conduta é tratamento ambulatorial.
  • Para PAC ambulatorial em paciente previamente hígida, um beta-lactâmico é opção adequada (ex.: amoxicilina), visando principalmente pneumococo.

Conclusão: agente mais provável = pneumococo; conduta = beta-lactâmico em regime ambulatorial. Alternativa correta: B.

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