Paciente do sexo feminino de 17 anos de idade apresenta quadro progressivo de epistaxe, associada ao aparecimento de equimoses e petéquias distribuídas por todo o corpo. Duas semanas antes, apresentou quadro de infecção respiratória leve e sem maiores complicações tendo utilizado apenas dipirona. Está em bom estado geral, corada, anictérica e afebril. Abdome palpável sem visceromegalias. Restante do exame físico sem alterações. O hemograma apresenta apenas plaquetopenia, sem outras anormalidades e a análise da medula demonstra expansão megacariocítica. O quadro descrito é mais compatível com o diagnóstico de:

Questão

Paciente do sexo feminino de 17 anos de idade apresenta quadro progressivo de epistaxe, associada ao aparecimento de equimoses e petéquias distribuídas por todo o corpo. Duas semanas antes, apresentou quadro de infecção respiratória leve e sem maiores complicações tendo utilizado apenas dipirona. Está em bom estado geral, corada, anictérica e afebril. Abdome palpável sem visceromegalias. Restante do exame físico sem alterações. O hemograma apresenta apenas plaquetopenia, sem outras anormalidades e a análise da medula demonstra expansão megacariocítica. O quadro descrito é mais compatível com o diagnóstico de:

Alternativas

A) Leucemia linfocítica crônica.

B) Hemofilia B.

C) Púrpura de Henoch-Schonlein.

D) Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

E) Púrpura trombocitopênica idiopática.

97%

Explicação

Passo a passo do raciocínio clínico-laboratorial:

  1. Quadro clínico típico de sangramento por plaquetopenia
  • Epistaxe, petéquias e equimoses são manifestações clássicas de hemostasia primária (alteração quantitativa/funcional de plaquetas).
  1. Plaquetopenia isolada no hemograma
  • O enunciado diz que o hemograma apresenta apenas plaquetopenia, sem anemia e sem leucopenia/leucocitose. Isso afasta causas de falência medular global e várias neoplasias hematológicas que cursam com citopenias múltiplas.
  1. Medula óssea com expansão megacariocítica
  • Aumento de megacariócitos sugere que a medula está respondendo e tentando compensar a queda de plaquetas.
  • Esse padrão é típico de destruição periférica de plaquetas, como ocorre na PTI (púrpura trombocitopênica idiopática/imune).
  1. Contexto pós-infecção viral em adolescente
  • História de infecção respiratória leve 2 semanas antes é um gatilho comum para PTI, por mecanismo autoimune (anticorpos antiplaquetários), especialmente em crianças/adolescentes.
  1. Sem visceromegalias e bom estado geral
  • A ausência de hepatoesplenomegalia e o bom estado geral tornam menos prováveis diagnósticos como leucemias/linfomas com infiltração sistêmica.

Analisando as alternativas:

  • A) Leucemia linfocítica crônica: ocorre tipicamente em idosos e costuma cursar com linfocitose e/ou outras alterações hematológicas; não é compatível com 17 anos e plaquetopenia isolada.
  • B) Hemofilia B: é distúrbio de coagulação (hemostasia secundária) com hemartroses/hematomas profundos; não dá petéquias e não causa plaquetopenia.
  • C) Púrpura de Henoch-Schönlein (vasculite por IgA): costuma ter púrpura palpável em MMII, dor abdominal, artralgia e possível acometimento renal; plaquetas geralmente normais.
  • D) Deficiência de G6PD: causa hemólise (anemia, icterícia, reticulocitose), não plaquetopenia isolada.
  • E) PTI: explica perfeitamente petéquias/equimoses + epistaxe + plaquetopenia isolada + megacariócitos aumentados + pós-infecção.

Alternativa correta: (E).

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