Nos casos de ruptura labial acetabular, o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No caso cirúrgico, a fisioterapia é indispensável no pós-operatório. De uma forma global, o tratamento é dividido em 3 fases. Observe as abordagens listadas a seguir. I - Uso de muletas. II - Elevação da perna reta. III - Exercício de ponte. IV - Exercício de equilíbrio. V - Isometria de quadríceps. Indique a alternativa com abordagens permitidas na fase 1.
Questão
Nos casos de ruptura labial acetabular, o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No caso cirúrgico, a fisioterapia é indispensável no pós-operatório. De uma forma global, o tratamento é dividido em 3 fases. Observe as abordagens listadas a seguir.
I - Uso de muletas.
II - Elevação da perna reta.
III - Exercício de ponte.
IV - Exercício de equilíbrio.
V - Isometria de quadríceps.
Indique a alternativa com abordagens permitidas na fase 1.
Alternativas
a) I, II, III e IV.
b) I, III, IV e V.
c) I, II, IV e V.
d) I, II e III.
e) I, II e V.
Explicação
Na reabilitação pós-operatória da ruptura labral acetabular (geralmente por artroscopia), a fase 1 tem como objetivos principais: proteger o reparo, controlar dor/edema, manter ativação muscular e evitar cargas e amplitudes que aumentem o estresse sobre o labrum e a articulação.
Analisando as abordagens:
I – Uso de muletas. Permitido e típico da fase 1, pois reduz a carga/estresse no quadril e protege a estrutura reparada.
II – Elevação da perna reta (straight leg raise). Pode ser utilizada na fase inicial (com critério), pois é um exercício de baixo impacto que busca manter força/controle, desde que não provoque dor e respeite as restrições de movimento e de ativação do flexor do quadril definidas pelo protocolo.
III – Exercício de ponte. Em geral é introduzido mais adiante, pois aumenta demanda de estabilização e pode elevar cargas compressivas/forças no quadril. Não é a abordagem mais característica/segura para a fase 1 de forma global.
IV – Exercício de equilíbrio. Normalmente envolve apoio e carga (frequentemente unipodal ou com transferência de peso), sendo mais compatível com fases posteriores, quando a descarga de peso e o controle neuromuscular já estão melhores.
V – Isometria de quadríceps. Clássico da fase 1: mantém recrutamento muscular, ajuda na prevenção de inibição/déficit de força sem exigir grande movimento articular.
Assim, na fase 1, as abordagens globalmente permitidas são I, II e V.
Resposta: I, II e V.