A construção dos sentidos do texto envolve relações de dependência sintática determinadas pela regência dos verbos e dos nomes. Com base na norma-padrão da língua portuguesa, marque a alternativa correta.
Questão
A construção dos sentidos do texto envolve relações de dependência sintática determinadas pela regência dos verbos e dos nomes. Com base na norma-padrão da língua portuguesa, marque a alternativa correta.
Alternativas
A) Em “Ela visava o aperfeiçoamento técnico”, o verbo “visar”, empregado com sentido de objetivo pretendido, exige objeto direto.
B) No período “Ashley aspirava ao reconhecimento profissional”, a preposição exigida decorre da regência do verbo “aspirar” empregado no sentido de almejar.
C) Em “Ashley assistia os campeonatos nacionais”, o verbo “assistir”, no sentido de presenciar, apresenta regência idêntica à observada em “assistir alguém”.
D) Em “Ashley obedecia as orientações dos treinadores”, a ausência de preposição decorre da transitividade direta do verbo “obedecer”.
E) Na construção “Ela preferia competir do que desistir”, a regência verbal encontra-se plenamente adequada à norma-padrão.
Explicação
Vamos analisar a regência (norma-padrão) em cada alternativa.
A) visar com sentido de ter por objetivo / almejar é, na norma-padrão, verbo transitivo indireto, exigindo preposição a:
- correto: “Ela visava ao aperfeiçoamento técnico.” A alternativa diz que exige objeto direto, portanto falsa.
B) aspirar no sentido de almejar / desejar é transitivo indireto, exigindo a preposição a:
- correto: “Ashley aspirava ao reconhecimento profissional.” Logo, a explicação da alternativa está correta.
C) assistir no sentido de ver / presenciar é transitivo indireto (assistir a algo):
- correto: “Ashley assistia aos campeonatos nacionais.” Já “assistir alguém” (sem preposição) corresponde ao sentido de dar assistência / ajudar, que é outra regência. Portanto, não é idêntica; falsa.
D) obedecer é transitivo indireto, exigindo preposição a:
- correto: “Ashley obedecia às orientações dos treinadores.” Afirmar que a ausência de preposição decorre de transitividade direta está errado; falsa.
E) Na comparação com preferir, a norma-padrão recomenda a estrutura “preferir X a Y” (e não “do que”):
- mais adequado: “Ela preferia competir a desistir.” Logo, dizer que está plenamente adequada é falso.