Leia a passagem a seguir: “Carlitos (Chapplin) vestindo macacão e junto a outros operários trabalha na esteira na repetitiva tarefa de apertar parafusos. A cena é cômica com Carlitos se esforçando para não perder o ritmo mesmo com coceiras e uma mosca enervante. Aumenta a velocidade da esteira. Aqui é possível compreender sobre a produção em série. Inventada pelo engenheiro norte-americano Frederick Taylor, em 1884, o taylorismo triplicou a produção industrial. Em 1913, método semelhante foi aplicado pelo industrial Henry Ford em sua indústria automobilística e daí falar-se em taylorismo-fordismo”. Fonte: https://ensinarhistoria.com.br/tempos-modernos-ainda-tao-atual/. Acesso em: 19 ago. 2022. Com base no exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. Nesse período, perdeu-se o contato com os animais, com a família, bem como com a natureza, visto que é uma linha implacável que não obedece a um ritmo natural. PORQUE II. A reivindicação sobre a redução da jornada de trabalhos surgiu sobre a prática rotineira em que se trabalhava mais de 16 horas por dia. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Questão
Leia a passagem a seguir:
“Carlitos (Chapplin) vestindo macacão e junto a outros operários trabalha na esteira na repetitiva tarefa de apertar parafusos. A cena é cômica com Carlitos se esforçando para não perder o ritmo mesmo com coceiras e uma mosca enervante. Aumenta a velocidade da esteira. Aqui é possível compreender sobre a produção em série. Inventada pelo engenheiro norte-americano Frederick Taylor, em 1884, o taylorismo triplicou a produção industrial. Em 1913, método semelhante foi aplicado pelo industrial Henry Ford em sua indústria automobilística e daí falar-se em taylorismo-fordismo”.
Fonte: https://ensinarhistoria.com.br/tempos-modernos-ainda-tao-atual/. Acesso em: 19 ago. 2022.
Com base no exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Nesse período, perdeu-se o contato com os animais, com a família, bem como com a natureza, visto que é uma linha implacável que não obedece a um ritmo natural.
PORQUE
II. A reivindicação sobre a redução da jornada de trabalhos surgiu sobre a prática rotineira em que se trabalhava mais de 16 horas por dia.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Alternativa 1: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Alternativa 2: As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
Alternativa 3: A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Alternativa 4: A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
Alternativa 5: As asserções I e II são proposições falsas.
Explicação
Análise da asserção I O texto-base remete ao taylorismo/fordismo e à linha de montagem, marcada por ritmo mecânico, repetição e aceleração do trabalho (como no filme Tempos Modernos). Esse modelo intensifica a separação do trabalhador do “ritmo natural” e do cotidiano mais orgânico (família/natureza), pois o tempo passa a ser comandado pela máquina e pela fábrica. Logo, I é verdadeira.
Análise da asserção II Historicamente, na industrialização (especialmente entre o final do século XIX e início do XX), eram comuns jornadas muito longas, frequentemente superiores a 12 horas e, em muitos contextos e períodos, podendo chegar a 16 horas ou mais. A luta por redução da jornada (como a bandeira das 8 horas) surge justamente em reação a essa rotina extenuante. Assim, II é verdadeira.
Relação entre I e II (PORQUE) Apesar de ambas serem verdadeiras, a II não justifica diretamente a I:
- A asserção I trata principalmente da perda de um ritmo de trabalho humano/natural e da alienação associada à linha de montagem e ao controle do tempo pela máquina.
- A asserção II trata da duração excessiva da jornada e das reivindicações trabalhistas por redução de horas.
Ou seja, jornada longa e trabalho em esteira/produção em série são problemas do capitalismo industrial, mas um não é justificativa direta do outro na forma como o enunciado propõe.
Alternativa correta: (2).