Mulher, 34 anos, sem comorbidades e em uso apenas de anticoncepcional oral sofre acidente automobilístico e fica restrita ao leito com múltiplas fraturas. Subitamente desenvolve dor pleurítica aguda, seguida de dispnéia aguda. Ao exame apresenta taquipnéia, taquicardia e atrito pleural. RX de tórax revela elevação da cúpula diafragmática esquerda e atelectasia da base pulmonar esquerda. O quadro descrito é mais compatível com:
Questão
Mulher, 34 anos, sem comorbidades e em uso apenas de anticoncepcional oral sofre acidente automobilístico e fica restrita ao leito com múltiplas fraturas. Subitamente desenvolve dor pleurítica aguda, seguida de dispnéia aguda. Ao exame apresenta taquipnéia, taquicardia e atrito pleural. RX de tórax revela elevação da cúpula diafragmática esquerda e atelectasia da base pulmonar esquerda. O quadro descrito é mais compatível com:
Alternativas
A) Pneumotórax.
B) Pneumonia estafilocócica
C) Embolia pulmonar.
D) Derrame pleural.
E) Choque cardiogênico.
Explicação
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Contexto e fatores de risco: paciente de 34 anos, politraumatizada, restrita ao leito com múltiplas fraturas (imobilização) e em uso de anticoncepcional oral → forte cenário de trombose venosa profunda (TVP) com risco de tromboembolismo pulmonar (TEP).
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Início e tipo de sintomas: instalação súbita de dor pleurítica aguda (dor ventilatório-dependente) seguida de dispneia aguda é um padrão clássico de TEP, especialmente quando há infarto pulmonar periférico.
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Achados no exame físico: taquipneia e taquicardia são achados muito comuns em TEP. Atrito pleural sugere inflamação pleural adjacente a área de infarto/atelectasia periférica, compatível com TEP.
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Radiografia de tórax: no TEP o RX pode ser normal, mas pode mostrar achados inespecíficos como atelectasia laminar/basal e elevação de hemicúpula diafragmática por hipoventilação/dor pleurítica. Isso não aponta primariamente para pneumotórax (faltariam hipertransparência e linha pleural), nem para choque cardiogênico (esperaria congestão/edema), nem para pneumonia estafilocócica (febre, consolidações), nem para derrame pleural como causa principal (esperaria velamento/menisco e redução do murmúrio vesicular, embora derrame possa ocorrer secundariamente).
Conclusão: quadro súbito, com fatores de risco importantes e sinais pleuríticos + achados radiográficos inespecíficos (atelectasia/elevação diafragmática) é mais compatível com embolia pulmonar.
Alternativa correta: (C).