Sobre as arritmias supraventriculares, vários ritmos resultam de focos supraventriculares (em geral nos átrios). O Diagnóstico é realizado por ECG (eletrocardiograma). Muitos dos pacientes são assintomáticos e não necessitam de tratamento. Considerando o assunto de arritmias supraventriculares analise as alternativas e assinale a incorreta.
Questão
Sobre as arritmias supraventriculares, vários ritmos resultam de focos supraventriculares (em geral nos átrios). O Diagnóstico é realizado por ECG (eletrocardiograma). Muitos dos pacientes são assintomáticos e não necessitam de tratamento. Considerando o assunto de arritmias supraventriculares analise as alternativas e assinale a incorreta.
Alternativas
A) Extrassístoles supraventriculares (ESSVs), ou contrações atriais prematuras (CAPs), são impulsos episódicos comuns. Podem ocorrer em corações normais, com ou sem fatores precipitantes (p. ex., cafeína, álcool ou pseudoefedrina), ou podem ser um sinal de doença cardiopulmonar. São comuns em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Podem, ocasionalmente, provocar palpitação.
B) Os batimentos de escape atrial são batimentos atriais ectópicos que ocorrem após pausas sinusais longas ou parada sinusal. Eles podem ser únicos ou múltiplos; batimentos de escape de foco único podem produzir um ritmo contínuo (denominado ritmo atrial ectópico ou de escape). Em geral, a frequência cardíaca é de 40 a 60 batimentos/minuto, a morfologia da onda P é tipicamente diferente e o intervalo P-R é ligeiramente mais curto do que no ritmo sinusal.
C) Batimentos de escape juncionais são batimentos ectópicos que surgem após longas pausas sinusais ou parada sinusal quando não terminados por um batimento de escape atrial. A "junção" inclui o nó atrioventricular (AV), o feixe de His e o tecido atrial adjacente que produzem batimentos de escape que não podem ser mais especificamente localizados pelo ECG.
D) Taquicardia ectópica juncional (TEJ) é uma taquicardia supraventricular rara (< 1%) causada por aumento do automatismo, automatismo anormal ou atividade desencadeada no nó atrioventricular (AV), feixe de His ou tecido atrial adjacente; o automatismo pode ser congênito (ocorre no útero ou nos primeiros 6 meses de vida), pós-operatório (em crianças após cirurgia cardíaca próxima da junção) ou em adultos com isquemia miocárdica ou intoxicação por digoxina.
E) O tratamento crônico começa com adenosina IV (Intravascular), que pode interromper taquicardias atriais devido às pós-despolarizações tardias (PDT) sensíveis à adenosina que resultam de sobrecarga de cálcio intracelular (uma forma de atividade desencadeada) ou revelar o mecanismo ao produzir bloqueio atrioventricular sem cessar a taquicardia. O tratamento crônico inclui a interrupção do tratamento com digoxina quando essa é a causa. A frequência da resposta ventricular pode ser reduzida com betabloqueador IM (Intramusular), verapamil IM (Intramuscular) ou diltiazem IM (Intramuscular), embora isso muitas vezes não seja bem-sucedido.
Explicação
Analisando as alternativas sobre arritmias supraventriculares, buscamos a incorreta.
A) Correta. Extrassístoles supraventriculares/contrações atriais prematuras são comuns, podem ocorrer em corações normais, podem ser precipitados por estimulantes (cafeína, álcool, descongestionantes como pseudoefedrina) e são frequentes em pacientes com DPOC, podendo causar palpitações.
B) Correta. Batimentos de escape atrial aparecem após pausa sinusal/parada sinusal; podem gerar ritmo atrial ectópico contínuo. A frequência típica de escape atrial costuma ficar em torno de 40–60 bpm, com onda P diferente da sinusal e, em geral, PR podendo ser diferente (frequentemente menor, dependendo do foco atrial e da condução AV).
C) Correta. Batimentos de escape juncionais surgem quando não ocorre escape atrial após pausas sinusais; a “junção” inclui nó AV/feixe de His/tecido adjacente, e pelo ECG muitas vezes não é possível localizar com maior precisão a origem.
D) Correta. A taquicardia ectópica juncional é rara e relacionada a aumento de automatismo/atividade desencadeada na região juncional; é clássica em contexto congênito (lactentes) e principalmente pós-operatório em pediatria, podendo ocorrer em adultos em situações como isquemia ou intoxicação por digoxina.
E) Incorreta por vários motivos conceituais e de via de administração:
- “Tratamento crônico começa com adenosina IV”: adenosina IV é uma medida aguda para diagnóstico/terminação de algumas TSV dependentes do nó AV; não é início de “tratamento crônico”.
- Via de administração: está escrito “IV (Intravascular)” — o correto é intravenosa. Além disso, para controle de resposta ventricular, a alternativa cita betabloqueador IM, verapamil IM e diltiazem IM; esses fármacos, quando usados em arritmias supraventriculares, são tipicamente IV (agudo) ou VO (crônico), e não IM como regra terapêutica padrão.
- A alternativa mistura condutas agudas e crônicas de forma inadequada.
Portanto, a alternativa incorreta é a E.