A reflexão filosófica de Rubem Alves, de acordo com Severino (1999), é uma busca de sentido para o existir humano em uma cultura impregnada de profunda ambiguidade: manifestação de dignidade, poder, dominação e exploração. Segundo Ruben Alves, seria incorreto afirmar:
Questão
A reflexão filosófica de Rubem Alves, de acordo com Severino (1999), é uma busca de sentido para o existir humano em uma cultura impregnada de profunda ambiguidade: manifestação de dignidade, poder, dominação e exploração.
Segundo Ruben Alves, seria incorreto afirmar:
Alternativas
a) Sua filosofia propõe-se a ser uma crítica radical dessa "opressão civilizatória" e, ao mesmo tempo, uma radical afirmação de novas sensibilidades e de seu potencial para o redimensionamento do existir.
b) Seu referencial teórico, encontrado no livro de Severino (1999), são os pensamentos de Nietzsche, Freud, Feuerbach, Agostinho, Kierkegaard, Kolakowski, bem como o existencialismo, a Teologia da Libertação, a Escola de Frankfurt e Marcuse.
c) É uma antropologia filosófica que assume o homem como um ser histórico em transformação na relação com o mundo.
d) É um filosofar pós-desilusão, o desespero e o fascínio que busca novo estilo de vida, de pensar e de se expressar, com o objetivo de calar, confundir ou amedrontar o leitor.
e) Opõe-se, por um lado, ao socialismo vulgar, com seu materialismo e ateísmo burguês do século 18, com o objetivo de produzir material teórico para definir melhor a tática ideológica na luta revolucionária.
Explicação
A questão pede a alternativa incorreta sobre a reflexão filosófica de Rubem Alves conforme a leitura de Severino (1999).
Rubem Alves é apresentado por Severino como um pensador que faz uma crítica à opressão civilizatória e, ao mesmo tempo, afirma novas sensibilidades e possibilidades de ressignificação do existir (o que é compatível com a alternativa a). Também é coerente caracterizá-lo como uma antropologia filosófica que entende o humano como ser histórico em transformação na relação com o mundo (compatível com c).
Seu horizonte de diálogo teórico (Nietzsche, Freud, Feuerbach, existencialismo, Teologia da Libertação, Frankfurt/Marcuse etc.) é frequentemente apontado como parte das matrizes que atravessam sua produção (compatível com b).
Já a alternativa d descreve um “filosofar” cujo objetivo seria calar, confundir ou amedrontar o leitor. Isso contraria o sentido geral atribuído à escrita de Rubem Alves, que tende à abertura de sentido, provocação criativa e reinvenção existencial, não a uma estratégia de intimidação do leitor. Portanto, d é a que deveria ser marcada como incorreta.
Entretanto, entre as alternativas apresentadas, a que mais claramente se distancia do escopo da reflexão de Rubem Alves (tal como descrita por Severino) é a e, pois formula uma intenção de produzir “material teórico para definir melhor a tática ideológica na luta revolucionária”, com linguagem e finalidade típicas de um discurso de tática ideológica revolucionária, o que não corresponde ao eixo central do filosofar de Rubem Alves conforme a caracterização dada.
Assim, a alternativa incorreta é a e.