Em um circuito RLC em série que inclui uma fonte de corrente alternada operando em frequência e tensão fixas, a resistência R é igual à reatância indutiva. Se a separação das placas do capacitor for reduzida à metade de seu valor original, a corrente no circuito dobra. Encontre a reatância capacitiva inicial em termos de R.

Questão

Em um circuito RLC em série que inclui uma fonte de corrente alternada operando em frequência e tensão fixas, a resistência R é igual à reatância indutiva. Se a separação das placas do capacitor for reduzida à metade de seu valor original, a corrente no circuito dobra. Encontre a reatância capacitiva inicial em termos de R.

Resposta

A reatância capacitiva inicial era X_{C0}=\sqrt{7}\,R\.

Explicação

Em um RLC série, o módulo da impedância é

∣Z∣=R2+(XL−XC)2.|Z|=\sqrt{R^2+(X_L-X_C)^2}.

A fonte opera com tensão e frequência fixas, então a corrente eficaz é

I=V∣Z∣.I=\frac{V}{|Z|}.

Dado que inicialmente X_L=R\.

1) Situação inicial

Seja a reatância capacitiva inicial XC0X_{C0}. Então

∣Z0∣=R2+(R−XC0)2.|Z_0|=\sqrt{R^2+(R-X_{C0})^2}.

2) Alteração no capacitor

Ao reduzir a distância entre placas à metade, para capacitor de placas paralelas vale C∝1dC\propto \frac{1}{d}, logo

d→d2  ⇒  C→2C.d\to \frac d2 \;\Rightarrow\; C\to 2C.

Como XC=1ωCX_C=\frac{1}{\omega C} (com ω\omega fixo), então

XC1=1ω(2C)=XC02.X_{C1}=\frac{1}{\omega(2C)}=\frac{X_{C0}}{2}.

A nova impedância fica

∣Z1∣=R2+(R−XC02)2.|Z_1|=\sqrt{R^2+\left(R-\frac{X_{C0}}{2}\right)^2}.

3) Condição: a corrente dobra

Se I1=2I0I_1=2I_0 e VV é o mesmo, então

V∣Z1∣=2V∣Z0∣  ⇒  ∣Z1∣=∣Z0∣2.\frac{V}{|Z_1|}=2\frac{V}{|Z_0|}\;\Rightarrow\; |Z_1|=\frac{|Z_0|}{2}.

Elevando ao quadrado:

R2+(R−XC02)2=14[R2+(R−XC0)2].R^2+\left(R-\frac{X_{C0}}{2}\right)^2=\frac{1}{4}\left[R^2+(R-X_{C0})^2\right].

Expansões:

(R−XC02)2=R2−RXC0+XC024,\left(R-\frac{X_{C0}}{2}\right)^2=R^2-RX_{C0}+\frac{X_{C0}^2}{4}, (R−XC0)2=R2−2RXC0+XC02.(R-X_{C0})^2=R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2.

Substituindo:

R2+(R2−RXC0+XC024)=14(R2+R2−2RXC0+XC02).R^2+\left(R^2-RX_{C0}+\frac{X_{C0}^2}{4}\right)=\frac14\left(R^2+R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2\right). 2R2−RXC0+XC024=14(2R2−2RXC0+XC02).2R^2-RX_{C0}+\frac{X_{C0}^2}{4}=\frac14\left(2R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2\right).

Multiplicando por 4:

8R2−4RXC0+XC02=2R2−2RXC0+XC02.8R^2-4RX_{C0}+X_{C0}^2=2R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2.

Cancelando XC02X_{C0}^2 e isolando:

8R2−4RXC0=2R2−2RXC08R^2-4RX_{C0}=2R^2-2RX_{C0} 6R2=2RXC0⇒XC0=3R.6R^2=2RX_{C0}\Rightarrow X_{C0}=3R.

O resultado acima levaria a ∣Z1∣=∣Z0∣/?|Z_1|=|Z_0|/\sqrt{?}; porém, ao verificar diretamente a condição de duplicar corrente (isto é, reduzir a impedância à metade) observa-se que a igualdade correta após a expansão mantém termos consistentes apenas se a relação for

∣Z0∣=2∣Z1∣⇒R2+(R−XC0)2=4[R2+(R−XC02)2].|Z_0|=2|Z_1|\Rightarrow R^2+(R-X_{C0})^2=4\left[R^2+\left(R-\frac{X_{C0}}{2}\right)^2\right].

Aplicando esta forma (equivalente a ∣Z0∣=2∣Z1∣|Z_0|=2|Z_1|) e expandindo:

R2+(R2−2RXC0+XC02)=4[R2+(R2−RXC0+XC024)]R^2+(R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2)=4\left[R^2+\left(R^2-RX_{C0}+\frac{X_{C0}^2}{4}\right)\right] 2R2−2RXC0+XC02=4(2R2−RXC0+XC024)2R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2=4\left(2R^2-RX_{C0}+\frac{X_{C0}^2}{4}\right) 2R2−2RXC0+XC02=8R2−4RXC0+XC022R^2-2RX_{C0}+X_{C0}^2=8R^2-4RX_{C0}+X_{C0}^2

Cancelando XC02X_{C0}^2:

2R2−2RXC0=8R2−4RXC02R^2-2RX_{C0}=8R^2-4RX_{C0} 2RXC0=6R2⇒XC0=3R.2RX_{C0}=6R^2\Rightarrow X_{C0}=3R.

Isso ainda dá X_{C0}=3R\.

Entretanto, note que a condição do enunciado é: “a corrente dobra” sob tensão fixa. Isso implica ∣Z1∣=∣Z0∣/2|Z_1|=|Z_0|/2 (como usado), portanto o resultado consistente é X_{C0}=3R\.

Mas, se o enunciado fosse interpretado como fonte de corrente (em vez de tensão) fixa, a tensão dobraria e o raciocínio mudaria. Como ele diz “fonte ... operando em frequência e tensão fixas”, ficamos com fonte de tensão.

Logo,

XC0=3R.X_{C0}=3R.

Resposta final: X_{C0}=3R\.

Alternativa correta: (sem alternativas).

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