Ademir tem 56 anos, é motorista de aplicativo e sustenta a mãe idosa. Sem reserva de emergência, ele usa o rotativo do cartão e o cheque especial para contas básicas. Nesse cenário, ele já compromete 36% da renda com dois empréstimos. Para conseguir “respirar no mês”, entrou em contato com um agente da cooperativa CredPop, buscando um terceiro empréstimo. O caso reflete o “Perfil Sem Reservas”, grupo mais afetado pelo estresse financeiro, segundo estudo da ANBIMA. Diante disso, a conduta mais adequada do agente de crédito é:

Questão

Ademir tem 56 anos, é motorista de aplicativo e sustenta a mãe idosa. Sem reserva de emergência, ele usa o rotativo do cartão e o cheque especial para contas básicas. Nesse cenário, ele já compromete 36% da renda com dois empréstimos. Para conseguir “respirar no mês”, entrou em contato com um agente da cooperativa CredPop, buscando um terceiro empréstimo. O caso reflete o “Perfil Sem Reservas”, grupo mais afetado pelo estresse financeiro, segundo estudo da ANBIMA. Diante disso, a conduta mais adequada do agente de crédito é:

Alternativas

Unificar as dívidas em um novo empréstimo com valor maior e prazo estendido, de forma que sobre uma quantia extra mensal para aliviar os custos fixos da casa.

Oferecer um novo crédito com carência de 60 dias e taxa promocional, permitindo alívio imediato do orçamento e tempo para se organizar antes do primeiro pagamento.

Aprovar um crédito com garantia do veículo usado no trabalho, o que viabilizaria juros mais baixos e maior valor liberado, reduzindo a necessidade de novos empréstimos no futuro.

Recusar o novo empréstimo neste momento e propor reestruturação das dívidas com renegociação ou portabilidade, além de encaminhá-lo para orientação financeira.

92%

Explicação

Ademir está no chamado “Perfil Sem Reservas”: não tem reserva de emergência, usa crédito caro (rotativo e cheque especial) para despesas básicas e já compromete 36% da renda com dois empréstimos. Isso caracteriza alto risco de superendividamento e forte vulnerabilidade a choques de renda.

Nessas condições, conceder um terceiro empréstimo (mesmo com carência, taxa promocional, prazo maior ou garantia do veículo) tende a postergar o problema e aumentar o custo total, além de poder agravar o comprometimento de renda. Em especial:

  1. “Unificar dívidas e ainda sobrar dinheiro”: frequentemente vira aumento do principal (pega “troco”), eleva o endividamento e pode manter o cliente dependente de crédito.
  2. Carência + taxa promocional: gera alívio momentâneo, mas não resolve a causa (uso recorrente de crédito caro para gastos essenciais) e pode criar um “efeito bola de neve” quando as parcelas começarem.
  3. Garantia do veículo de trabalho: apesar de reduzir juros, coloca em risco o meio de geração de renda; se houver inadimplência, a perda do veículo piora drasticamente a capacidade de pagamento.

Logo, a conduta mais adequada e responsável do agente é não ampliar o endividamento agora e priorizar uma solução sustentável: reestruturar as dívidas (renegociação e/ou portabilidade para reduzir custo, alongar de forma criteriosa e organizar fluxo de caixa) e encaminhar para orientação financeira para atacar a raiz do problema (orçamento, plano de pagamento e formação gradual de reserva).

Alternativa correta: (D).

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