Roberto tem dúvidas sobre investir fora do Brasil. A especialista em investimentos Louise Rocha que o atende explica que o mercado brasileiro representa menos de 1% da capitalização global de ações e carece de oportunidades em setores relevantes mundialmente. Também menciona que, mesmo com a Selic alta, o investidor deve pensar em preservação patrimonial no longo prazo. Louise então explica para Roberto de forma mais completa que...

Questão

Roberto tem dúvidas sobre investir fora do Brasil. A especialista em investimentos Louise Rocha que o atende explica que o mercado brasileiro representa menos de 1% da capitalização global de ações e carece de oportunidades em setores relevantes mundialmente. Também menciona que, mesmo com a Selic alta, o investidor deve pensar em preservação patrimonial no longo prazo. Louise então explica para Roberto de forma mais completa que...

Alternativas

( ) investir no exterior permite o acesso aos mercados mais maduros, com mais liquidez e opções disponíveis, reduzindo a concentração em ativos locais e protegendo o patrimônio contra riscos políticos e econômicos de um único país.

92%

( ) manter todos os investimentos no Brasil é uma forma eficiente de evitar riscos cambiais, especialmente em momentos de valorização do dólar frente ao real, além de aproveitar as taxas de juros mais altas em comparação com países desenvolvidos.

( ) a diversificação internacional reduz bastante os custos operacionais, já que ativos no exterior costumam ter tributação menor do que os brasileiros, o que melhora o retorno líquido em todas as classes de ativos.

( ) a exposição internacional é indicada apenas para investidores moderados e arrojados, já que envolve ativos com menor previsibilidade e alta volatilidade. Além disso, todos os investimentos no exterior são considerados arriscados.

Explicação

  1. O enunciado destaca que o Brasil representa menos de 1% da capitalização global e tem menos oportunidades em setores relevantes mundialmente. Isso aponta diretamente para a vantagem de ampliar o universo de investimentos, acessando empresas/mercados maiores e mais diversificados.

  2. Também é dito que, mesmo com a Selic alta, o investidor deve pensar em preservação patrimonial no longo prazo. Um dos pilares disso é não depender de um único país, pois crises políticas, fiscais, econômicas ou setoriais locais podem afetar simultaneamente câmbio, bolsa e juros domésticos.

  3. A alternativa 1 traduz exatamente essa ideia: diversificação geográfica, acesso a mercados mais maduros, mais liquidez e redução do risco de concentração no Brasil.

  4. Por que as outras estão inadequadas?

  • (2) concentra tudo no Brasil e trata o risco cambial como motivo para não diversificar. Na prática, o câmbio é um risco, mas também é um instrumento de diversificação e proteção; além disso, a fala da especialista vai no sentido oposto (reduzir dependência do Brasil).
  • (3) afirma genericamente que a diversificação internacional “reduz bastante os custos” e que a tributação é menor “em todas as classes”, o que é uma generalização incorreta (tributação e custos variam por país, veículo, produto e faixa de renda).
  • (4) diz que exterior é “apenas” para moderados/arrojados e que “todos” os investimentos no exterior são arriscados. Isso é absoluto e errado: há ativos externos conservadores (ex.: títulos soberanos, money market, ETFs amplos), e a indicação depende do objetivo e do horizonte.

Alternativa correta: (A).

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