Item: 38 Paciente de 40 anos, sexo masculino, crises convulsivas, cuja ressonância está apresentada abaixo, e sua microscopia da peça cirúrgica. Trata-se de:
Questão
Item: 38
Paciente de 40 anos, sexo masculino, crises convulsivas, cuja ressonância está apresentada abaixo, e sua microscopia da peça cirúrgica.
Trata-se de:
Duas imagens de neuroimagem (ressonância/TC) em cortes axiais do encéfalo; uma delas com seta preta apontando para uma lesão.
Microfotografia histológica (HE) de tecido tumoral com seta verde indicando uma área/célula de interesse.
Alternativas
A. Oligodendroglioma.
B. Meningioma.
C. Glioblastoma.
Explicação
Pelo quadro clínico (homem de 40 anos com crises convulsivas) e, sobretudo, pela correlação imagem–histologia, o diagnóstico mais compatível é oligodendroglioma.
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Clínica típica: oligodendrogliomas acometem com frequência adultos (pico na 4ª–5ª décadas) e costumam se manifestar com crises epilépticas, por serem tumores corticais/subcorticais, frequentemente em lobos frontais.
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Neuroimagem (padrão esperado): lesão intra-axial, geralmente cortical/subcortical, com aspecto relativamente bem delimitado; é comum haver calcificações (muito sugestivas nesse diagnóstico quando presentes em TC/ressonância) e realce variável.
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Microscopia (característica): o oligodendroglioma clássico mostra células com halo perinuclear claro (“ovo frito”) e rede de capilares finos em “chicken-wire”; calcificações também podem aparecer. Esse padrão histológico é o principal diferencial contra meningioma e glioblastoma.
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Por que não meningioma: meningioma é extra-axial, com base dural e sinais como “dural tail”; na histologia, esperam-se redemoinhos (whorls) e corpos psamomatosos, não o padrão de “ovo frito”.
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Por que não glioblastoma: glioblastoma tende a ocorrer em idade mais avançada, com lesão infiltrativa, necrose e realce em anel; na histologia, esperam-se necrose em pseudopaliçada e proliferação microvascular, achados que não são os principais do oligodendroglioma.