Durante a reavaliação de seu portfólio, uma investidora qualificada percebe que seus investimentos em ações e renda fixa estão apresentando forte correlação positiva em períodos de estresse de mercado. Para uma melhor diversificação, ela avalia incluir diferentes classes de ativos, como de infraestrutura, private equity e crédito estruturado. Olhando para a dinâmica de correlação entre ativos tradicionais e alternativas e buscando melhorar o desempenho da carteira, a investidora entende que:
Questão
Durante a reavaliação de seu portfólio, uma investidora qualificada percebe que seus investimentos em ações e renda fixa estão apresentando forte correlação positiva em períodos de estresse de mercado. Para uma melhor diversificação, ela avalia incluir diferentes classes de ativos, como de infraestrutura, private equity e crédito estruturado. Olhando para a dinâmica de correlação entre ativos tradicionais e alternativas e buscando melhorar o desempenho da carteira, a investidora entende que:
Alternativas
( ) o aumento da diversificação ocorrerá automaticamente, reduzindo também o risco de liquidez, pois ativos alternativos geralmente são mais líquidos que ações e renda fixa pública.
( ) a realocação poderá reduzir a volatilidade sistêmica da carteira, embora aumente o risco de liquidez devido às características próprias dos ativos alternativos.
( ) a inclusão de ativos alternativos minimiza a necessidade de diversificação internacional e tende a aumentar a volatilidade de curto prazo devido à marcação constante a mercado.
( ) a substituição integral dos ativos tradicionais é necessária para se obter acesso imediato a retornos mais elevados, compensando os riscos assumidos.
Explicação
A investidora observou que, em estresse, ações e renda fixa passaram a ter correlação positiva, o que reduz o benefício de diversificação entre esses ativos tradicionais (eles tendem a cair juntos).
Ao incluir ativos alternativos (infraestrutura, private equity, crédito estruturado), é possível:
- Melhorar a diversificação: essas classes podem ter motores de retorno diferentes e, em certos cenários, apresentar correlação menor com ações e bonds públicos, o que pode reduzir a volatilidade global/sistêmica da carteira.
- Aumentar risco de liquidez: em geral, alternativas têm menor liquidez (prazo de investimento mais longo, mercado secundário restrito, resgates limitados, valuation menos frequente), então a carteira pode ficar mais difícil de “virar caixa” rapidamente em momentos ruins.
Analisando as alternativas:
- (1) Errada: ativos alternativos não são “geralmente mais líquidos”; é o oposto.
- (2) Correta: reconhece o ganho potencial de diversificação/menor volatilidade e o trade-off de maior iliquidez.
- (3) Errada: alternativas não eliminam a necessidade de diversificação internacional; e muitas alternativas não têm marcação a mercado constante (o que inclusive costuma suavizar a volatilidade observada).
- (4) Errada: não é necessário substituir integralmente tradicionais, e não há “acesso imediato” garantido a retornos mais elevados sem considerar riscos.
Alternativa correta: (B).