Durante a reavaliação de seu portfólio, uma investidora qualificada percebe que seus investimentos em ações e renda fixa estão apresentando forte correlação positiva em períodos de estresse de mercado. Para uma melhor diversificação, ela avalia incluir diferentes classes de ativos, como de infraestrutura, private equity e crédito estruturado. Olhando para a dinâmica de correlação entre ativos tradicionais e alternativos e buscando melhorar o desempenho da carteira, a investidora entende que:

Questão

Durante a reavaliação de seu portfólio, uma investidora qualificada percebe que seus investimentos em ações e renda fixa estão apresentando forte correlação positiva em períodos de estresse de mercado. Para uma melhor diversificação, ela avalia incluir diferentes classes de ativos, como de infraestrutura, private equity e crédito estruturado. Olhando para a dinâmica de correlação entre ativos tradicionais e alternativos e buscando melhorar o desempenho da carteira, a investidora entende que:

Alternativas

o aumento da diversificação ocorrerá automaticamente, reduzindo também o risco de liquidez, pois ativos alternativos geralmente são mais líquidos que ações e renda fixa pública.

a realocação poderá reduzir a volatilidade sistêmica da carteira, embora aumente o risco de liquidez devido às características próprias dos ativos alternativos.

92%

a inclusão de ativos alternativos minimiza a necessidade de diversificação internacional e tende a aumentar a volatilidade de curto prazo devido à marcação constante a mercado.

a substituição integral dos ativos tradicionais é necessária para se obter acesso imediato a retornos mais elevados, compensando os riscos assumidos.

Explicação

Em períodos de estresse, é comum que classes tradicionais (ações e renda fixa pública) passem a se mover mais “juntas” (correlação positiva), o que reduz o benefício de diversificação exatamente quando ele é mais necessário. A investidora, portanto, busca ativos com dinâmica de retorno menos sincronizada com os tradicionais.

Ativos alternativos como infraestrutura, private equity e crédito estruturado podem:

  1. Melhorar a diversificação: seus retornos tendem a ser guiados por fatores diferentes (horizonte mais longo, prêmios de iliquidez/complexidade, estruturas contratuais, projetos específicos), o que pode reduzir a volatilidade agregada/sistêmica da carteira (a depender de pesos e do cenário).
  2. Aumentar o risco de liquidez: em geral, esses ativos têm menor liquidez, com janelas limitadas de resgate/negociação, necessidade de “lock-up”, mercado secundário restrito e maior custo para vender rapidamente. Em estresse, a liquidez pode piorar ainda mais.

Analisando as alternativas:

  • (A) Errada: diversificação não ocorre “automaticamente” e, sobretudo, alternativos não são mais líquidos; normalmente são menos líquidos.
  • (B) Correta: pode reduzir a volatilidade sistêmica pela diversificação, mas aumenta o risco de liquidez.
  • (C) Errada: alternativos não eliminam a necessidade de diversificação internacional; além disso, muitos alternativos não têm marcação a mercado diária (o que inclusive pode suavizar a volatilidade observada, não aumentá-la necessariamente).
  • (D) Errada: não é necessária substituição integral; “acesso imediato” e retorno mais alto não são garantidos e vêm com riscos relevantes (liquidez, valuation, concentração, etc.).

Alternativa correta: (b).

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