Crônica: O narrador começa a crônica com a forma “Desculpai--me!” e, no 4o parágrafo, emprega a frase “Eis o caso.”. Tais usos têm como efeito
O narrador começa a crônica com a forma “Desculpai--me!” e, no 4o parágrafo, emprega a frase “Eis o caso.”. Tais usos têm como efeito
A) confidenciar seus medos aos leitores.
B) mostrar descaso pelos leitores, apesar de levar-lhes informações importantes.
C) deixar os leitores horrorizados.
D) propor aos leitores participação no relato, como se eles fossem personagens.
E) preparar os leitores para o relato
As expressões “Desculpai-me!” e “Eis o caso.” funcionam como marcas de interlocução e de organização do texto típicas da crônica.
-
“Desculpai-me!”: o narrador interrompe a linearidade e se dirige diretamente ao leitor, como quem pede licença/atenção antes de começar. Isso cria um tom de conversa e prepara o terreno para o assunto.
-
“Eis o caso.”: é uma fórmula que sinaliza passagem da introdução para o núcleo narrativo, isto é, anuncia que agora virá o fato/episódio a ser contado. Também é um recurso de encaminhamento do relato.
Portanto, os dois usos têm como efeito principal preparar o leitor para o relato que será apresentado, e não confessar medos, causar horror, desprezar o leitor ou fazê-lo virar personagem.
Alternativa correta: (E).