O erro de empuxo na pesagem de substâncias farmacêuticas é um desafio na manipulação, especialmente em pequenas dosagens. Esse fenômeno, causado pela diferença de densidade entre a substância e o ar, resulta em medições inferiores à massa real, sendo mais relevante para substâncias com baixa densidade. Para contornar esse problema, a diluição da matéria‑prima com um excipiente é uma estratégia eficaz, pois aumenta a massa total a ser pesada e, consequentemente, minimiza o erro. Esse procedimento é crucial para garantir a precisão e a segurança das dosagens em medicamentos manipulados, como hormônios administrados em microgramas. A densidade ideal para as substâncias, visando evitar a interferência significativa do erro de empuxo, está entre:
Questão
O erro de empuxo na pesagem de substâncias farmacêuticas é um desafio na manipulação, especialmente em pequenas dosagens. Esse fenômeno, causado pela diferença de densidade entre a substância e o ar, resulta em medições inferiores à massa real, sendo mais relevante para substâncias com baixa densidade. Para contornar esse problema, a diluição da matéria‑prima com um excipiente é uma estratégia eficaz, pois aumenta a massa total a ser pesada e, consequentemente, minimiza o erro. Esse procedimento é crucial para garantir a precisão e a segurança das dosagens em medicamentos manipulados, como hormônios administrados em microgramas.
A densidade ideal para as substâncias, visando evitar a interferência significativa do erro de empuxo, está entre:
Alternativas
A) 5,0 g/cm³ e 9,0 g/cm³
B) 10,0 g/cm³ e 15,0 g/cm³
C) 9,0 g/cm³ e 10,0 g/cm³
D) 2,0 g/cm³ e 5,0 g/cm³
E) Acima de 15,0 g/cm³
Explicação
O erro de empuxo ocorre porque, ao pesar no ar, a balança “compara” forças: o objeto e os pesos padrão sofrem empuxo do ar. Quando a substância tem baixa densidade, ela desloca mais volume de ar para a mesma massa, sofrendo empuxo relativamente maior; assim, a massa indicada fica menor que a massa real (erro mais relevante).
De forma simplificada, o erro relativo devido ao empuxo diminui quando a densidade do material () é alta, pois o volume deslocado é . Como o empuxo é proporcional ao volume deslocado, quanto maior , menor o volume para a mesma massa e menor a interferência do empuxo.
Na prática de pesagem de substâncias farmacêuticas (sólidos orgânicos, fármacos e excipientes), uma faixa considerada “boa/segura” para reduzir bastante o impacto do empuxo é quando a densidade não é muito baixa, tipicamente acima de ~2 g/cm³. Entre as alternativas, a faixa que melhor representa uma densidade “ideal” (não tão baixa) para minimizar a interferência é 2,0 a 5,0 g/cm³.
Faixas como 5–9, 9–10 ou acima de 10 g/cm³ são densidades muito altas e menos comuns para matérias‑primas farmacêuticas; a questão, porém, busca a faixa prática em que o erro deixa de ser significativo (evitando as baixas densidades).