Suponha que, atuando como Analista junto à Agência de Fomento do Rio Grande do Sul, tenha-lhe sido conferida a incumbência de avaliar a saúde financeira de determinada empresa com vistas ao enquadramento nos critérios estabelecidos para acesso a determinada linha de crédito em condições diferenciadas. Um dos principais requisitos fixados para o referido enquadramento é a existência de um fluxo de caixa futuro compatível com a cobertura das parcelas do financiamento. Em tal análise, a avaliação do indicador conhecido como Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (EBITDA) ou Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (LAJIDA).
Questão
Suponha que, atuando como Analista junto à Agência de Fomento do Rio Grande do Sul, tenha-lhe sido conferida a incumbência de avaliar a saúde financeira de determinada empresa com vistas ao enquadramento nos critérios estabelecidos para acesso a determinada linha de crédito em condições diferenciadas. Um dos principais requisitos fixados para o referido enquadramento é a existência de um fluxo de caixa futuro compatível com a cobertura das parcelas do financiamento.
Em tal análise, a avaliação do indicador conhecido como Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (EBITDA) ou Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (LAJIDA).
Alternativas
A) não é determinante para identificar a saúde financeira da empresa, eis que direcionada exclusivamente para a verificação da capacidade de pagamento de tributos e outras obrigações legais.
B) revela o grau de risco e exposição da empresa a passivos contingentes não cobertos por provisões e, portanto, é um indicador apenas indireto para avaliar a capacidade de pagamento da empresa.
C) afigura-se relevante, pois revela a capacidade de geração de caixa da empresa a partir de suas atividades operacionais, expurgando determinados efeitos financeiros que impactam o resultado contábil apurado nas demonstrações financeiras.
D) é irrelevante, pois está ligada apenas à situação patrimonial da empresa, identificada a partir dos efeitos de seus ativos imobilizados no patrimônio líquido indicado em seu balanço.
E) corresponde à denominada liquidez seca que, em contraposição à liquidez corrente, considera apenas os comprometimentos financeiros de curto prazo (passivo circulante) e não os de longo prazo (passivo não circulante), sendo relevante apenas se a linha de crédito for voltada a capital de giro.
Explicação
O EBITDA (LAJIDA) é um indicador usado para aproximar o potencial de geração de caixa operacional de uma empresa, porque parte do resultado operacional e remove efeitos que não decorrem diretamente da operação ou que não representam saída de caixa no curto prazo:
- Juros: dependem da estrutura de capital (decisão de financiamento), não da eficiência operacional.
- Impostos: podem variar por regime fiscal e planejamento tributário.
- Depreciação e amortização: são despesas contábeis que reduzem o lucro, mas não são desembolsos de caixa no momento do reconhecimento.
Como a análise do crédito descrita no enunciado foca em fluxo de caixa futuro compatível com o pagamento das parcelas, o EBITDA é relevante como medida do desempenho operacional capaz de sustentar o serviço da dívida (ainda que não seja, sozinho, um fluxo de caixa completo).
Analisando as alternativas:
- A: errado, não é indicador de “capacidade de pagar tributos”, e sim de desempenho operacional.
- B: errado, não mede diretamente risco de passivos contingentes.
- D: errado, não é indicador patrimonial; é de resultado (desempenho).
- E: errado, confunde EBITDA com índices de liquidez (liquidez seca/corrente).
Logo, a alternativa correta é a que reconhece o EBITDA como indicador útil para avaliar a capacidade operacional de geração de caixa, expurgando efeitos financeiros/contábeis específicos.
Alternativa correta: (C).