Luiz é um analista de riscos que está trabalhando no lançamento de um fundo de investimento da categoria multimercado voltado para o público de varejo. A equipe definiu uma estratégia ativa, com o objetivo de gerar um alfa de 3% ao ano, acima do indicador de referência CDI, e volatilidade média de 5%. O fundo terá alocação diversificada em diferentes classes de ativos, como crédito privado, ações, imóveis e ouro e, por isso, estará exposto aos riscos de mercado, crédito e liquidez. O time estabeleceu critérios de seleção de ativos, gestão de riscos e regras de compra e venda de ativos para o fundo. Atualmente, Luiz e sua equipe estão avaliando possíveis ajustes na estratégia ativa. Nesse contexto, a primeira ferramenta que o gestor deve adotar para validar se a estratégia está de acordo com os objetivos do fundo é o:
Questão
Luiz é um analista de riscos que está trabalhando no lançamento de um fundo de investimento da categoria multimercado voltado para o público de varejo. A equipe definiu uma estratégia ativa, com o objetivo de gerar um alfa de 3% ao ano, acima do indicador de referência CDI, e volatilidade média de 5%. O fundo terá alocação diversificada em diferentes classes de ativos, como crédito privado, ações, imóveis e ouro e, por isso, estará exposto aos riscos de mercado, crédito e liquidez. O time estabeleceu critérios de seleção de ativos, gestão de riscos e regras de compra e venda de ativos para o fundo. Atualmente, Luiz e sua equipe estão avaliando possíveis ajustes na estratégia ativa.
Nesse contexto, a primeira ferramenta que o gestor deve adotar para validar se a estratégia está de acordo com os objetivos do fundo é o:
Alternativas
back testing, que simula como a estratégia teria se comportado no passado e avalia possíveis cenários futuros, permitindo identificar os ajustes necessários.
VaR (Value at Risk), que mede a perda máxima esperada da carteira, com grau de confiança de 95%, considerando um horizonte de tempo específico.
stress test, que simula cenários extremos de mercado para verificar como a relação entre risco e retorno se comporta em condições adversas.
tracking error, que mede a divergência entre o retorno da carteira e do indicador de referência, permitindo avaliar o desvio entre a performance e o risco assumido
Explicação
Para validar se a estratégia ativa está aderente aos objetivos do fundo (alfa de 3% a.a. acima do CDI e volatilidade média de 5%), a primeira etapa típica é testar a estratégia como um “todo” antes de escolher métricas específicas de risco.
- Backtesting é a ferramenta inicial mais adequada porque:
- Permite verificar historicamente se a estratégia, aplicada com as regras definidas (critérios de seleção, gestão de risco e regras de compra/venda), teria entregue alfa e volatilidade compatíveis com as metas;
- Ajuda a identificar inconsistências e ajustes necessários na estratégia (ex.: limites por classe de ativo, gatilhos de rebalanceamento, filtros de liquidez), antes de aprofundar métricas pontuais.
- As demais alternativas são ferramentas importantes, mas não são a “primeira” para validar aderência global aos objetivos:
- VaR mede perda máxima esperada em certo nível de confiança, mas não valida diretamente o cumprimento de alfa e volatilidade-alvo da estratégia como um conjunto.
- Stress test avalia comportamento em cenários extremos, sendo complementar ao VaR e ao backtesting (mais focado em cauda/riscos extremos).
- Tracking error mede desvio em relação ao benchmark; é mais usado quando a gestão é orientada a acompanhar um índice. Aqui o fundo busca alfa sobre o CDI, mas a validação inicial da estratégia (regras + alocação) é melhor feita com backtesting.
Assim, para checar primeiro se a estratégia está consistente com os objetivos definidos, o gestor deve começar pelo backtesting.
Alternativa correta: (A).