Um adulto com disfagia e alterações de mobilidade lingual busca avaliação fonoaudiológica. Apesar de sua voz estar normal, sua fala é pouco inteligível quando tenta produzir vogais posteriores. No espectrograma, observa-se que o F2 aparece sistematicamente mais baixo do que o esperado, inclusive para vogais anteriores. A equipe multidisciplinar pergunta se isso pode resultar de algum problema na vibração das pregas vocais. Você explica que o padrão glótico está preservado, conforme análise harmônica; o problema ocorre no “caminho” percorrido pelo som após a glote. O responsável pela investigação médica pergunta: “Então o filtro está alterado? Essa mudança no trato vocal pode explicar a distorção acústica?” A redução atípica do F2 em todas as vogais, mesmo com vibração glótica normal, indica alteração principalmente:

Questão

Um adulto com disfagia e alterações de mobilidade lingual busca avaliação fonoaudiológica. Apesar de sua voz estar normal, sua fala é pouco inteligível quando tenta produzir vogais posteriores. No espectrograma, observa-se que o F2 aparece sistematicamente mais baixo do que o esperado, inclusive para vogais anteriores.

A equipe multidisciplinar pergunta se isso pode resultar de algum problema na vibração das pregas vocais. Você explica que o padrão glótico está preservado, conforme análise harmônica; o problema ocorre no “caminho” percorrido pelo som após a glote. O responsável pela investigação médica pergunta: “Então o filtro está alterado? Essa mudança no trato vocal pode explicar a distorção acústica?”

A redução atípica do F2 em todas as vogais, mesmo com vibração glótica normal, indica alteração principalmente:

Alternativas

A) Na fonte glótica

B) Na pressão subglótica

C) Na configuração do trato vocal

92%

D) No tempo de abertura das pregas vocais

Explicação

  1. Em termos do modelo fonte–filtro da fala, a fonte (glote/pregas vocais) gera o sinal periódico (harmônicos). Já o filtro é o trato vocal (faringe, cavidade oral, posição de língua, lábios etc.), que molda esse sinal e determina as frequências de ressonância (formantes F1, F2, F3…).

  2. O enunciado diz que:

  • a voz está normal e a análise harmônica indica padrão glótico preservado → isso afasta alterações primárias na fonte glótica (ex.: fechamento/abertura das pregas) como causa principal do deslocamento formântico.
  • no espectrograma, o F2 está sistematicamente mais baixo do que o esperado em todas as vogais, inclusive as anteriores.
  1. O F2 é altamente relacionado ao posicionamento anteroposterior da língua e ao comprimento/configuração efetiva da cavidade oral. Em geral:
  • língua mais anterior → F2 mais alto
  • língua mais posterior e/ou alterações que aumentem a “posterioridade”/modifiquem a geometria do trato → F2 mais baixo
  1. Se o F2 está baixo até quando a pessoa tenta fazer vogais anteriores, isso sugere uma limitação/alteração consistente na configuração do trato vocal (filtro), compatível com as queixas de mobilidade lingual e com a pior inteligibilidade em vogais posteriores (que exigem ajuste fino do dorso de língua e cavidade oral/faríngea).

  2. As alternativas ligadas à fonte/energia respiratória (A, B, D) poderiam alterar intensidade, regularidade, ruído, harmônicos etc., mas não explicam primariamente uma queda sistemática de F2 em todas as vogais com vibração glótica descrita como normal.

Alternativa correta: (C).

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